HERÓIS PERFIL

Nome:Nilceu
Idade:Ah!
Cidade:Campinas-SP
Eu gosto:Da Vida
NickName: Nil
Signo:Câncer
E-mail:
nilceuprof@uol.
com.br

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Flor de Luz









LEIA A ÍNTEGRA DO DISCURSO DO PRESIDENTE BARACK OBAMA, NO ATO DA POSSE:

 

 

 

Aqui me encontro hoje humilde diante da tarefa à nossa frente, agradecido pela confiança depositada por vocês, atento aos sacrifícios feitos por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos seus serviços a esta nação, assim como pela generosidade e pela cooperação mostradas durante esta transição.

Quarenta e quatro americanos, até hoje, prestaram o juramento presidencial. Suas palavras foram ditas durante a maré ascendente da prosperidade e nas águas calmas da paz. Mas frequentemente o juramento é prestado em meio a nuvens crescentes e tempestades ruidosas. Nestes momentos a América foi em frente não apenas graças ao talento e à visão daqueles no poder, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antecessores e aos nossos documentos fundadores.

Foi assim e deve ser assim com esta geração de americanos.

É bem sabido que estamos no meio de uma crise. Nossa nação está em guerra contra uma rede de violência e ódio de longo alcance. Nossa nação está bastante enfraquecida, uma consequência da ganância e da irresponsabilidade de alguns, mas também da nossa incapacidade coletiva de tomar decisões difíceis e preparar a nação para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos foram cortados; empresas destruídas. Nossa saúde é cara demais; nossas escolas deixam muitos para trás; e cada dia traz novas evidências de que a forma como usamos a energia fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta.

 

Estes são os indicadores de uma crise, tema de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o solapamento da confiança por todo o nosso país. Um medo persistente de que o declínio da América seja inevitável, e que a próxima geração deva ter objetivos menores.

 

Hoje eu lhes digo que os desafios diante de nós são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão superados facilmente ou num curto período de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão superados. (aplausos)

Neste dia nós nos unimos porque escolhemos a esperança e não o medo, a unidade de objetivo, e não o conflito e a discórdia.

Neste dia viemos proclamar o fim de nossos choramingos e falsas promessas, as recriminações e os dogmas desgastados, que por tempo demais estrangularam nossa política.

Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras das Escrituras, chegou a hora de acabar com as coisas de menino. Chegou a hora de reafirmar nosso espírito resistente; de optar pela nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, passada de geração em geração: a promessa divina de que todos são livres, todos são iguais e todos merecem a chance de lutar por sua medida justa de felicidade. 

 

Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que ela não é um presente. Deve ser conquistada. Nossa jornada nunca foi aquela de atalhos ou de quem se contenta com pouco. Nunca foi o caminho dos fracos de coração - daqueles que preferem o ócio ao trabalho, ou buscam apenas os prazeres da fortuna e da fama. Foi, isto sim, o dos que correm risco, dos que fazem, dos que executam coisas - alguns célebres, mas mais comumente homens e mulheres obscuros em seu trabalho, que nos levaram pelo longo e áspero caminho da prosperidade e da liberdade.

Por nós eles empacotaram suas pequenas posses mundanas e viajaram pelos oceanos em busca de uma nova vida.

 

Por nós eles trabalharam em condições ruins e se estabeleceram no oeste; suportaram o estalar do chicote e araram a terra dura.

Por nós eles lutaram e morreram em lugares como Concord e Gettysburg; na Normandia e em Khe Sahn.

 

Mais de uma vez esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até que suas mãos estivessem em carne viva para que nós vivêssemos uma vida melhor. Eles viram uma América maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascença ou riqueza ou partido.

Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e mais poderosa na face da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos que no início desta crise. Nossas mentes não são menos inventivas, nossos bens e serviços não são menos necessários que na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece intacta. O tempo de deixar as coisas como estão, ou de proteger pequenos interesses e adiar decisões desagradáveis, esse tempo certamente passou. A partir de hoje, temos que nos levantar, sacudir a poeira e começar de novo o trabalho de refazer a América.

       

Para onde quer que olhemos, há trabalho a fazer. O estado da economia exige ação, ousada e rápida, e nós vamos agir - não apenas para criar novos empregos, mas para estabelecer novas fundações para o crescimento. Construiremos as estradas e pontes, as linhas elétricas e digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Recolocaremos a ciência em seu devido lugar, e usaremos as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade de nosso atendimento de saúde e reduzir seu custo. Usaremos o sol, os ventos e o solo para abastecer nossos carros e fazer funcionar nossas fábricas. E transformaremos nossas escolas e universidades para atender as exigências de uma nova era. Podemos fazer tudo isso. E faremos tudo isso.

Ora, alguns questionam a escala de nossas ambições. Sugerem que nosso sistema não pode tolerar planos demais. Suas memórias são curtas. Pois esquecem o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem obter quando a imaginação se une a um objetivo comum, e a necessidade à coragem.

O que os cínicos não conseguem entender é que o chão moveu-se sob seus pés. Que as disputas políticas vazias que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A questão que se deve perguntar hoje não é se o governo é grande demais ou pequeno demais, mas se funciona - se ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, assistência que possam pagar, aposentadorias dignas. Onde a resposta for sim, nossa intenção é seguir em frente. Onde a resposta for não, os programas serão cortados. E aqueles que administram os dólares da população terão que assumir suas responsabilidades: gastar com sabedoria, mudar os maus hábitos, fazer negócios à luz do dia. Porque só então poderemos restaurar a confiança que é vital entre um povo e seu governo.

 

Ora, alguns questionam a escala de nossas ambições. Sugerem que nosso sistema não pode tolerar planos demais. Suas memórias são curtas. Pois esquecem o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem obter quando a imaginação se une a um objetivo comum, e a necessidade à coragem.

O que os cínicos não conseguem entender é que o chão moveu-se sob seus pés. Que as disputas políticas vazias que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A questão que se deve perguntar hoje não é se o governo é grande demais ou pequeno demais, mas se funciona - se ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, assistência que possam pagar, aposentadorias dignas. Onde a resposta for sim, nossa intenção é seguir em frente. Onde a resposta for não, os programas serão cortados. E aqueles que administram os dólares da população terão que assumir suas responsabilidades: gastar com sabedoria, mudar os maus hábitos, fazer negócios à luz do dia. Porque só então poderemos restaurar a confiança que é vital entre um povo e seu governo.

Tampouco a pergunta diante de nós é se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder para gerar riqueza e expandir a liberdade não tem igual, mas esta crise nos fez lembrar que, sem um olhar atento, o mercado pode sair do controle - e que uma nação não pode prosperar por muito tempo se favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho do nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; e da nossa capacidade de levar as oportunidades a todos os corações desejosos - não por caridade, mas porque é o caminho mais seguro para nosso bem comum.

 

 Quanto à nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a escolha entre nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal conseguimos imaginar, elaboraram uma carta para assegurar o império da lei e os direitos do homem, uma carta difundida pelo sangue de gerações. Esses ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da praticidade. Assim, a todos os outros povos e governos que estão assistindo hoje, das maiores capitais ao vilarejo onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e todo homem, mulher e criança que busca um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos prontos para liderar uma vez mais.
(aplausos)

Lembrem-se que as gerações anteriores encararam o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças resolutas e convicções duradouras. Elas entenderam que nosso poder, por si só, não pode nos proteger, nem nos autoriza a fazer tudo como queremos. Em vez disso, elas sabiam que nosso poder cresce quando usado com prudência; que nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força do nosso exemplo, as sóbrias qualidades da humildade e do comedimento.

Somos os mantenedores desse legado. Guiados por esse exemplo uma vez mais, podemos superar estas novas ameaças, que exigem um esforço ainda maior, uma cooperação e uma compreensão ainda maiores entre as nações.

Começaremos de forma responsável a deixar o Iraque para seu povo, e forjaremos uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com velhos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e fazer recuar o espectro de um planeta em aquecimento.

Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem fraquejaremos em nossa defesa, e para aqueles que buscam atingir seus objetivos induzindo ao terror e massacrando inocentes, dizemos a vocês que nosso espírito é mais forte não pode ser quebrado; vocês não sobreviverão a nós, e nós os derrotaremos.
(aplausos)

Pois sabemos que a colcha de retalhos de nossa herança é uma força, não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus - e ateus. Somos formados de todas as línguas e culturas, trazidas de todo canto desta Terra; e porque provamos o fel amargo da Guerra Civil e da segregação, e emergimos desse capítulo sombrio mais fortes e mais unidos, não podemos deixar de acreditar que os velhos ódios um dia passarão; que as linhas tribais logo dissolver-se-ão; que à medida que o mundo se torne menor, nossa humanidade em comum revelar-se-á; e que a América deve exercer seu papel no surgimento desta nova era de paz.

Ao mundo muçulmano: buscamos uma nova trilha adiante, baseada em interesses mútuos e respeito mútuo. Àqueles líderes mundo afora que buscam semear o conflito, ou pôr no Ocidente a culpa pelos males de suas sociedades: saibam que o povo os julgará por aquilo que vocês podem construir não pelo que vocês destruírem. Àqueles que se agarram ao poder por meio de corrupção e trapaças, e que silenciam opositores: saibam que vocês estão do lado errado da história; mas que estendermos a mão se vocês estiverem dispostos a descerrar seus punhos. 

 

Aos povos das nações pobres: comprometemo-nos a trabalhar ao lado de vocês para que suas fazendas floresçam e águas limpas possam fluir; para alimentar corpos esfomeados e mentes famintas. E àquelas nações como a nossa, que gozam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais aceitar a indiferença ao sofrimento fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nos efeitos disso. Pois o mundo mudou, e precisamos mudar junto com ele.

No momento em que divisamos a estrada que surge diante de nós, lembramo-nos com gratidão daqueles bravos americanos que neste exato momento patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis caídos que repousam em Arlington murmurarão até o fim dos tempos. Nós os homenageamos não apenas porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles encarnam o espírito do serviço; uma disposição para encontrar sentido em algo maior que eles mesmos. Neste momento, um momento que definirá uma geração, é exatamente este espírito que devemos ter dentro de todos nós.

Pois, por mais que os governos possam e devam fazer, no fim das contas é na fé e na determinação do povo americano que esta nação confia. É a gentileza de socorrer um estranho quando um dique é destruído, a generosidade dos trabalhadores que aceitam reduzir sua jornada de trabalho para que um amigo não perca seu emprego, que nos fazem superar os piores momentos. É a coragem do bombeiro que atravessa uma escadaria cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai para criar um filho, que decidem afinal a nossa sorte.

Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que nosso êxito depende - honestidade e trabalho duro; coragem e ética; lealdade e patriotismo; essas coisas são antigas. Essas coisas são verdadeiras.
Elas têm sido a força silenciosa do progresso ao longo de nossa história. O que se exige, então, é um retorno a essas verdades. O que se exige de nós agora é uma nova era de responsabilidade - um reconhecimento, por parte de todo americano, de que temos deveres para conosco, para com nossa nação e o mundo, deveres que não devemos aceitar de mau grado, mas sim agarrar com alegria, firmes na percepção de que não há nada mais satisfatório para o espírito, mais definidor de nosso caráter, que darmos o máximo de nós mesmos em uma tarefa difícil.

Este é o preço e a promessa da cidadania.

Esta é a fonte de nossa confiança - a noção de que Deus nos pede que definamos um destino incerto.

Este é o significado de nossa liberdade e de nosso credo - razão pela qual homens, mulheres e crianças de todas as raças e religiões podem reunir-se em celebração nesta magnífica avenida, e a razão pela qual um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, não poderia fazer um pedido num restaurante local, pode agora comparecer diante de vocês para prestar um sacratíssimo juramento.

Marquemos, pois, este dia, com a lembrança, daquilo que somos e do quão longe chegamos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio do ano, um pequeno grupo de patriotas juntou-se diante de fogueiras que se apagavam às margens de um rio congelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução parecia mais incerto, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas ao povo:

"Façam saber ao mundo futuro... que nas profundezas do inverno, quando nada a não ser a esperança e a virtude poderiam sobreviver.. que a cidade e o país, alarmados por um perigo comum, ergueram-se para vencê-lo".

América. Diante de nossos perigos comuns, neste inverno de dificulades, lembremos estas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar uma vez mais as correntes geladas e suportar quaisquer tempestades que surgirem. Que os filhos de nossos filhos possam dizer que, quando fomos testados, nos recusamos a permitir o fim desta jornada, que não viramos as costas nem fraquejamos; e com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às gerações futuras.

Muito obrigado. Deus os abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América."
(aplausos)

Fonte :Revista  Época on-line

 

 



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POVO ASSISTE AO JURAMENTO DE OBAMA

 



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CRIANÇAS HOMENAGEIAM OBAMA EM ESCOLA AMERICANA

 

USAM MÁSCARAS CARICATURADAS

 

 



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A PRIMEIRA DAMA, MICHELLE, É ADMIRADA  PELO MUNDO DA MODA E PELOS POLÍTICOS

 

 

A primeira-dama Michelle Obama deverá dividir atenções com o presidente eleito Barack Obama na Casa Branca. Além de ser o centro das atenções de estilistas pelo elogiado modo como se veste, ela deverá ser lembrada pela forte atuação política, classificam analistas.

Aos 45 anos, Michelle teve de abandonar o cargo de vice-presidente do hospital universitário de Chicago para acompanhar o marido na Casa Branca. Após Jackie Kennedy, Michelle é a primeira-dama mais jovem da história dos EUA.

O historiador Robert Watson, da Universidade Lynn, no Estado da Flórida, classifica Michelle como uma "super-mulher". "Ela chega mais bem preparada do que nenhuma outra primeira-dama para administrar marido, filhas e vida pública. Terá uma certa classe e uma experiência considerável para exercer esta profissão", prevê o historiador.

Michelle foi cautelosa em suas primeiras declarações sobre a atuação como primeira-dama. Ela disse que a sua primeira preocupação é cuidar das filhas.

No entando, analistas apostam que Michelle terá atuação forte, semelhante à de Hillary Clinton, que durante a presidência do marido lançou um projeto de reforma do seguro-saúde - rejeitado pelo Congresso.

No centro da moda
As atenções dos estilistas se voltaram para Michelle quando ela foi fotografada pela revista Vogue, em 2007. O vestido que seria usado pela primeira-dama se tornou alvo de especulação no mundo da moda.

"Quase todo mundo sonha em vestir a Michelle, que poderá elevar o perfil da moda americana no mundo", afirmou a editora-chefe da revista de modas Women's Wear Daily (WWD), Bobbi Queen.

"A primeira-dama oscila entre uma rainha e uma plebéia", explicou Carl Sferrazza Anthony, que costuma escrever sobre as primeiras-damas. "O vestido inaugural é uma metáfora do papel de primeira-dama".

Terra

 



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PRIMEIRO COMPROMISSO COMO PRESIDENTE

 

 


A agenda presidencial de Obama será inaugurada já nesta tarde. Assim que retornar à Casa Branca, após as festividades, o presidente é esperado no Salão Oval para sua primeira reunião oficial. Na pauta, política externa e economia.

Conselheiros e analistas financeiros discutirão com Obama como enfrentar a prioridade de seu governo, a crise econômica mais grave do país desde a Grande Depressão de 1929. No último mês de 2008, o desemprego nos EUA saltou para 7,2%, o maior percentual em 16 anos.

Obama já anunciou que se reunirá com militares para implementar uma mudança de comando nas operações em andamento no Iraque e no Afeganistão. Promessa eleitoral que lhe rendeu muitos votos, o plano de retirada das tropas americanas do Iraque, seis anos após a invasão, deve ser discutido com o Pentágono para que a operação termine em 16 meses.

No Afeganistão, no entanto, Obama já manifestou intenção de ampliar o número de militares no país, em operação que ele considera essencial na nova era do combate ao terrorismo.


Da Redação UOL ,  com informações de Fernanda Brambilla, em Washington, Folha Online e agências internacionais



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BARACK OBAMA : OS PASSOS  DA POSSE

 

 

Barack Obama toma posse como o 44º presidente do país, um acontecimento inédito para os Estados Unidos, que terá seu primeiro líder negro. Ele chegou ao Capitólio por volta das 14h, acompanhado pelo presidente George W. Bush, sob forte esquema de segurança.

Após fazer o juramento de posse, acompanhado de seu vice, Joe Biden, Obama realiza o trajeto do desfile do Capitólio até a Casa Branca (previsto para começar às 17h30 do Brasil).

Obama deu início às cerimônias de posse com um ofício religioso, acompanhado pela mulher, Michelle. O casal chegou à Casa Branca para um café com o atual presidente George W. Bush e o vice Dick Cheney, por volta das 13h30 (horário de Brasília).

Obama, sorridente, beijou Laura na face e apertou cordialmente a mão de Bush que lhe deu um tapinha no ombro; Michelle Obama beijou o casal Bush e entregou um presente a Laura.

Antes, Obama e Michelle foram levados de carro até a igreja Episcopal St. John para uma cerimônia de cerca de uma hora. O casal presidencial estava acompanhado pelo vice eleito, Joseph Biden, e sua esposa Jill.

Em um telegrama enviado nesta terça, o Papa Bento XVI pediu ao novo presidente que promova a paz e a cooperação entre as nações. "Rezo para que se comprometa em promover a compreensão, a cooperação e a paz entre as nações", escreveu.

Mais de 2 milhões de pessoas enfrentam 6 ºC negativos em Washington para assistir à cerimônia. Grupos cantam slogans como "Yes, we can" (Sim, nós podemos) e "USA, USA" (sigla para EUA, em inglês). Televisores foram instalados ao redor do National Mall para que todos possam ver o presidente.

 



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"Mundo mudou e precisamos mudar com ele", diz Obama em 1º discurso.

 

 

 Barack Hussein Obama se tornou hoje o 44º presidente dos Estados Unidos, após jurar sobre a Bíblia e diante de mais de 2 milhões de pessoas reunidas em frente ao Capitólio de Washington "desempenhar com fidelidade o cargo e defender a Constituição dos EUA".

 

No discurso de posse, Obama relembrou os fundadores dos Estados Unidos. Também direcionou o seu discurso aos não norte-americanos: "A América é amiga de toda nação em busca de paz e prosperidade", afirmou, pouco antes de falar em deixar o Iraque a seu povo e a levar paz ao Afeganistão. "O mundo mudou, e precisamos mudar com ele", afirmou.

Sobre a economia, Obama citou "esperança" e "medo": "nós escolhemos a esperança sobre o medo. Sabemos da gravidade da crise, pois vemos a situação que vivemos, com milhares de empregos perdidos. Mas juntos conseguiremos sair dessa crise". O presidente afirmou ainda que os problemas não serão resolvidos facilmente nem em pouco tempo, mas que serão enfrentados. "A nossa economia está enfraquecida como consequência de ganância e irresponsabilidade de alguns", afirmou.

"A América precisa desempenhar o seu papel de trazer essa nova era de paz", disse Obama. "O mundo mudou e precisamos mudar com ele." "Vamos começar a deixar responsavelmente o Iraque."

"Que estamos no meio de uma crise, não é algo novo. Nossa economia está enfraquecida pelas escolhas de alguns. Os problemas não serão enfrentados em pouco tempo ou facilmente, mas, saiba disso América, serão enfrentados", disse Obama.

 

"Teremos que enfrentar dogmas que por muito tempo impediram nossa nação de funcionar melhor", completou. "Nosso momento de defender interesses estreitos e pequenos acabou. O Estado da economia precisa de ação corajosa, e vamos agir."

Obama também agradeceu George W. Bush, seu antecessor, e afirmou que aqueles que criticam seu plano têm memória curta. "Os argumentos políticos antigos não se aplicam mais. A pergunta que fazemos hoje não é se um governo é pequeno ou grande demais, e sim, se funciona. Uma nação não pode prosperar se beneficiar apenas os prósperos. A América é amida de toda nação que busque paz e dignidade."

Obama citou os ideais da Constituição americana e afirmou que eles ainda são os mesmos feitos pelos fundadores do país. "Nós somos os guardiões desse legado." "Somos uma nação de judeus, hindus, de toda língua e cultura", disse. "Seu povo vai julgar baseado no que vai construir e não destruir", completou, referindo-se às nações em guerra.

Por fim, Obama citou o pai, afirmando que, há alguns anos, ele sequer poderia comer em um restaurante e que, agora, seu filho está no Capitólio, tomando posse como presidente. "Vamos enfrentar as tempestades que podem vir."

Na oração invocatória, o reverendo Rick Warren afirmou que o povo americano é grato por viver em uma terra de oportunidades, onde alguém como Obama pode tornar-se presidente. Em seguida, Aretha Franklin cantou "My country 'tis of thee", canção patriótica que fala sobre liberdade.

Acompanham a posse no Capitólio membros da administração de George W. Bush, como a secretária de Estado Condoleezza Rice, o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, o democrata Ted Kennedy, o democrata Al Gore, e os pais do presidente, George Bush (1989-1993) e Bárbara Bush.

UOL NOTÍCIAS

 



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BARACK OBAMA É EMPOSSADO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS

 

 

 

Barack Obama tomará posse como 44o presidente dos Estados Unidos nesta terça-feira.

Seguem alguns dados biográficos sobre o primeiro presidente negro a ocupar o cargo mais alto do país.

*Idade: 47 anos
*Data de nascimento: 4 de agosto de 1961
*Local de nascimento: Honolulu, Havaí
*Educação: Universidade Columbia; Escola de Direito da Universidade Harvard
*Esposa: Michelle Robinson Obama

 

*Filhas: Malia, 10 anos, e Sasha, 7

 

*Filiação religiosa: Igreja Unida de Cristo
*Partido: Democrata

*Família: Barack Obama nasceu de pai queniano e mãe norte-americana branca. Seu pai, Barack Obama, casou-se com sua mãe, Ann Dunham, enquanto eles estudavam na Universidade do Havaí. O casal se separou dois anos após o nascimento de Obama. Seu pai acabou retornando ao Quênia, onde se tornou economista destacado. Ele morreu num acidente automobilístico em 1982.

A mãe de Obama se casou em segundas núpcias com um indonésio chamado Lolo Soetoro. A família se mudou para a Indonésia, e Obama viveu ali até os 10 anos de idade, quando retornou ao Havaí e viveu com seus avós enquanto cursava a escola de elite Academia Punahou com bolsa de estudos.

Obama tem sete meios-irmãos e irmãs no Quênia, frutos dos outros casamentos de seu pai, e uma meia-irmã, Maya Soetoro-Ng, filha do segundo casamento de sua mãe.

* Carreira: Depois de concluir a faculdade, em 1983, Obama trabalhou para uma consultoria financeira de Nova York e para uma organização de consumidores. Em 1985 obteve um emprego em Chicago como organizador para o Projeto Desenvolvendo Comunidades, um grupo patrocinado por igrejas que trabalhava para melhorar as condições de vida de moradores de bairros pobres.

Três anos mais tarde Obama deixou esse emprego para cursar a Escola de Direito Harvard, onde se tornou o primeiro negro a ser presidente da revista da faculdade. Ele trabalhou nas férias de verão como associado da firma de advocacia Sidley Austin, em Chicago, onde conheceu sua futura mulher. Depois de diplomar-se em Harvard em 1991, ele exerceu direito cível numa firma pequena em Chicago e, em 1993, tornou-se professor de direito constitucional na Universidade de Chicago.

* Cargos eletivos: Obama conquistou uma cadeira no Senado estadual do Illinois em 1996. Durante o período em que trabalhou no Legislativo, ele trabalhou sobre legislação de bem-estar social e ética, além de uma medida que tornava obrigatória a gravação eletrônica de interrogatórios policiais e confissões em investigações de homicídio.

Em 2004 Obama conquistou uma vaga altamente disputada no Senado norte-americano, recebendo 53 por cento dos votos das primárias democratas, sendo que a disputa envolvia oito candidatos. Ele venceu a eleição geral com facilidade também. No Senado ele compilou um histórico de votação que o situava à esquerda, mas foi um dos poucos democratas a apoiar uma medida sobre ações judiciais coletivas. Ele se opôs à nomeação do juiz superior John Roberts e do juiz Samuel Alito à Suprema Corte norte-americana.

No início deste ano, baseado em seu histórico de votações em 2007, o National Journal, não partidário, o classificou como o senador norte-americano mais de esquerda. Ele foi considerado o décimo mais de esquerda em 2006 e o 16 em 2005.

* Campanha presidencial: Obama anunciou sua candidatura à presidência em 10 de fevereiro de 2007. Embora inicialmente a senadora por Nova York Hillary Clinton fosse vista como a favorita para a indicação presidencial pelo Partido Democrata, Obama rapidamente demonstrou a capacidade de levantar grandes volumes de fundos e atrair multidões recordes, que ficavam fascinadas por sua habilidade oratória, sua oposição à guerra do Iraque e sua promessa de passar por cima da política divisora que marcou os últimos 40 anos de história dos EUA.

Obama venceu a primeira disputa da primária democrata no Iowa em janeiro de 2008, mas sua indicação como candidato do Partido Democrata só foi garantida quando os últimos Estados votaram, em junho. Durante sua batalha prolongada contra Hillary Clinton, Obama foi obrigado a explicar comentários em tom desairoso que fizera sobre eleitores rurais e distanciar-se das declarações incendiárias feitas pelo pastor da igreja que frequentara no passado. Sua campanha desenvolveu maneiras novas de mobilizar os eleitores por meio da Internet.

Depois de aceitar a indicação democrata em Denver, em agosto, Obama enfrentou o republicano John McCain na eleição geral. Inicialmente, após escolher a governadora do Alasca, Sarah Palin, para ser sua companheira de chapa, McCain liderou as pesquisas de intenção de voto, mas ele foi perdendo apoio em meio ao agravamento da situação econômica e dos receios sobre as qualificações de Palin para o cargo.

Obama venceu a eleição presidencial em 4 de novembro de 2008 com 53 por cento do voto popular.

 REUTERS



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OBAMA VIRA LIVRO DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS .

O HOMEM - ARANHA PARTICIPA.

 

 

Barack Obama, futuro presidente dos Estados Unidos, aparecerá junto com Homem-Aranha em uma edição da Amazing Spider-Man nº583, revista em quadrinhos do super-herói. De acordo com o USA Today, Joe Quesada, editor-chefe da Marvel, disse que foi algo bem natural de se fazer, principalmente depois de saber que o novo presidente era um fã assumido do Homem-Aranha. Ele ficou sabendo disso graças a declarações de Obama que ele colecionava revistas em quadrinhos do Peter Parker. "Nós pensamos: Fantástico, temos um fã de revistinhas na Casa Branca!", disse Joe.

Após o atentado de 11 de setembro de 2001, a editora lançou uma edição especial do Aranha que trazia uma história que relatava este acontecimento do ponto de vista dele.

Uma bonita homenagem da Marvel mostrando como aquele acontecimento pegou a todos de surpresa e deixou o mundo espantado e vulnerável - inclusive heróis e vilões de ficção.

O Aranha é sempre usado pela Marvel para espelhar no universo de super-heróis dele os acontecimentos reais relevantes.

Na história criada por Zeb Wells, Todd Nauck e Frank D'Armata, o Homem-Aranha impede o Chameleon (um vilão) de tentar acabar com a cerimônia de posse de Obama. Em um certo momento da história, o Aranha-humana confunde o Joe Biden (Futuro Vice-Presidente) com o Vulture (um vilão antigo).



Esta não é a primeira vez que um presidente dos EUA aparece em uma revista em quadrinhos: Durante a Segunda Guerra Mundial, super-heróis ao comando de Fraklin D. Roosevelt perseguiram Hitler. John F. Kennedy apareceu na Action Comics nº309 em 1963, quando ele ajudou a proteger a identidade secreta de Clark Kent, o Superman.

Fonte: Esta 



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BARACK OBAMA, A DOIS DIAS DA POSSE

 

Diante do memorial de Lincoln, e no mesmo local em que Martin Luther King fez o famoso discurso sobre a superação das diferenças raciais nos Estados Unidos em 1968, o presidente eleito Barack Obama fez neste domingo, em Washington, um apelo pela união dos americanos para superar os desafios, deixando de lado as diferenças raciais, religiosas e de sexualidade.

Ele saudou a multidão, dizendo que todos eram bem vindos à celebração da "renovação da América", e afirmou que poucas gerações enfrentaram tantos desafios ao mesmo tempo, com a crise econômica e as guerras no exterior, mas disse que, juntos, os americanos poderão superar os problemas e manter vivo o "sonho dos fundadores do país".

"Enquanto eu estou aqui hoje, o que me dá a maior esperança não são as pedra e o mármore que nos cercam hoje, mas o que preenche o espaço entre elas. Que são vocês --americanos de todas as raças, regiões posições sociais que vieram aqui porque acreditam no que este país pode ser e porque vocês querem nos ajudar a chegar lá", discursou Obama

Em uma extensão do pedido de união e superação das diferenças para além das raças e da posição política, o presidente eleito fez um dos seus mais fortes apelos em direção à aceitação dos homossexuais.

"E é a mesma coisa que me dá esperança desde o dia que começamos esta campanha para a Presidência há cerca de dois anos; uma crença de que se nós pudermos reconhecer a nós mesmos uns nos outros e nos unirmos todos --democratas, republicanos, independentes, latinos, asiáticos e nativos americanos; negros e brancos, gays e heterossexuais, deficientes e não deficientes-- então não apenas nós restauraremos a esperança e a oportunidade em lugares que ansiavam por essas duas coisas, mas talvez nós poderemos aperfeiçoar nossa união nesse processo", disse o presidente eleito.

Obama lembrou os desafios enfrentados por Abraham Lincoln (1861-65), que libertou os escravos e venceu a Guerra da Secessão, e a luta dos americanos na Segunda Guerra Mundial, durante o governo de Franklin Delano Roosevelt (1933-45), como exemplos da capacidade americana de superar momentos difíceis.

O paralelo com Lincoln tem sido uma constante desde a eleição de Obama, que prestará o juramento presidencial usando a mesma bíblia que o presidente republicano utilizou na posse há 148 anos.

Artistas como Beyonce, Bruce Springsteen e o grupo U2 vão se apresentar para uma multidão de mais de 200 mil pessoas no mesmo local. O evento, chamado de " "We Are One" ("Nós somos um"), faz parte do conjunto de celebrações da posse de Obama, que assume a Presidência na próxima terça-feira (20).

Folha on-line



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