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Segundo casal, eles estavam aguardando resultado do exame de DNA.
Criança continuará a se chamar Gabriel, em homenagem ao anjo.

O bebê Gabriel, que é branco de olhos azuis e filho de pais negros, será registrado no cartório na próxima segunda feira (19). Segundo o seu pai, Alexandre Maciel, o casal aguardava o resultado do exame de DNA, que foi divulgado nesta quinta-feira (15) no Hospital Azevedo Lima, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, onde ocorreu o parto.
"Nós tínhamos medo de registrá-lo antes de comprovar que ele era realmente nosso filho. Como já saiu o resultado do exame, podemos ir a um cartório tranquilamente. Finalmente terminou esta agonia. O nome dele vai continuar Gabriel, em homenagem ao anjo. Agora é só comemorar", disse Alexandre, que informou também que fez o exame de DNA, que comprovou sua paternidade. No entanto, o hospital informou que só solicitou o exame para a mãe da criança.
Alexsandra Santos de Oliveira, contou que vai comemorar o resultado no próximo dia 25. "Vai ser aniversário do meu irmão e vamos aproveitar para festejar o resultado do exame. Acabou o pesadelo. Nós estávamos muito apreensivos, mas agora queremos curtir o nosso filho", disse. E desabafou: "Agora eu posso andar de cabeça erguida com meu filho no colo."
Fim da polêmica
A polêmica sobre uma possível troca de bebês no Hospital Azevedo Lima, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, chegou ao fim. O menino Gabriel, que é de cor branca e olhos azuis, é filho de Alexsandra Santos de Oliveira, de 34 anos, que é negra. A comprovação foi feita por meio de exame de DNA.
"Nós fizemos um exame de DNA para atender os anseios da mãe que suspeitava que o filho não era dela, mas sempre tivemos certeza de que não houve troca de bebês. Isso é um erro primário que nunca foi registrado no hospital", afirmou o diretor José Luiz Medeiros.
O diretor ressaltou ainda que, apesar das acusações da mãe sobre a troca de
crianças, o hospital não vai entrar com nenhuma ação contra ela.
De acordo com Medeiros, Alexsandra teria contado que seu bisavô era branco e de olhos claros.
Família divide casa de quarto e cozinha
A família numerosa divide uma humilde casa de tijolos aparentes, com apenas um quarto e uma cozinha, no alto de uma comunidade carente de Pendotiba, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O pesadelo do casal começou em 3 de novembro de 2008, quando Alexsandra deu entrada no Hospital Azevedo Lima, da rede estadual de saúde, para ter seu filho, que nasceria prematuro, aos sete meses, com 2,860kg e 50 cm.
G1
** Falta de informação dos pais, que deveriam saber que negro x negro pode ter filhos da pele branca, se na família houver pelo menos um tio ou tia, avô, avó, tataravó branco. O mesmo ocorre se um casal branco tiver um parente próximo negro, pode perfeitamente nascer crianças da pele negra. A escola ensina isso, mas se a pessoa não teve acesso à ela, a vida explica tudo, como deve ter sido o caso do casal citado. O casal não deve comemorar e sim, estudar.
N


Médico é condenado por racismo contra copeira de São José do Rio Preto (SP)
Decisão da Justiça Estadual de São Paulo determinou que um médico acusado de injúria racista pague a uma moradora de São José do Rio Preto (a 438 km de São Paulo) uma indenização por danos morais de 50 salários mínimos (R$ 20,7 mil). Cabe recurso à determinação.
"Ele me xingou de preta filha da puta e atirou uma bandeja em mim", disse nesta quarta-feira à Folha a copeira Jeni Oliveira, 44.
Em setembro de 2007 ela trabalhava em um hotel de São José do Rio Preto e foi levar o café da manhã no quarto onde o médico José Antonio Sanches estava hospedado. Lá ocorreu o incidente.
"Ele chegou a atirar a bandeja com o café depois que eu pedi que assinasse um comprovante do serviço." Após a Polícia Militar chegar ao local, os dois foram levados à delegacia.
Na decisão do juiz Lavínio Paschoalão, o magistrado afirma que quando foi feito o boletim de ocorrência o médico admitiu à polícia "a conduta ofensiva". Na delegacia o médico apresentou documentos afirmando morar no Tocantins. Sanches não compareceu às audiências do processo.
"Ele não apresentou defesa, não foi localizado nos endereços que informou. Ele foi citado por edital", disse o advogado de Jeni, Luiz Barbosa Filho.
No entendimento do juiz, Sanches "ao proferir palavras injuriosas e discriminatórias produziu menosprezo à honra e imagem" da copeira. Jeni espera, com o dinheiro que poderá receber, "comprar um pedaço de chão" e parar de pagar aluguel.
A reportagem tentou, sem sucesso, contato com o clínico-geral ontem, por meio de um número de telefone celular.
No Conselho Regional de Medicina do Tocantins, a atendente Erika Bezerra informou que o nome dele constava no cadastro do órgão, mas sem telefones comerciais de contato. Na lista telefônica de Palmas o nome de Sanches não aparece.
O crime de injúria com cunho racial prevê reclusão de um a três anos e pagamento de multa.
Folha on-line

TONI GARRIDO CRITICA DESFILE EXCLUDENTE NO RIO

'Não quero que minhas filhas compartilhem dessa moda excludente', disse o cantor, que se recusou a ser fotografado no desfile
Ao final do desfile da Redley, na manhã desta segunda-feira, 12, na Floresta da Tijuca, Zona Norte do Rio, o cantor Toni Garrido fez questão de conversar com a assessoria da marca a respeito da ausência de negros na passarela da marca.
"Fiquei profundamente incomodado ao perceber que só estavam desfilando loiros e ruivos. Foi triste trazer a minha família aqui para assistir a um desfile no qual não tinha nenhum representante da minha raça. Gosto da marca e até uso, mas não quero fotografar aqui", disse Garrido.
Acompanhado da mulher, Regina, e das duas filhas, Toni Garrido se desculpou com os fotógrafos e deixou o local dizendo: "Estou decepcionado com o que vi. Não quero que minhas filhas compartilhem desse tipo de moda excludente".
EGO

FASHION RIO EXCLUI NEGROS DA PASSARELA
GLÓRIA MARIA 'SOLTA O VERBO'

'NEGRO TAMBÉM SE VESTE NO INVERNO'
Depois de Toni Garrido ter soltado o verbo sobre preconceito racial nos desfiles do Fashion Rio, durante uma entrevista na manhã desta segunda-feira, 12, chegou a vez de a jornalista Glória Maria comentar o fato de não existirem modelos negros desfilando para as grifes do Fashion Rio. "O Toni falou sobre preconceito e eu reforço essa questão. Preto também se veste no inverno. Não entendi até agora o motivo pelo qual as marcas excluíram a minha raça das passarelas", disse Glória
Bastante chateada com toda a situação de preconceito racial, a jornalista disse que a solução para este problema seria um boicote partindo das tops brancas. "As modelos brancas deveriam se reunir e brigar por essa causa. Um boicote nas passarelas seria o ideal, já que nós, os negros, estamos sem credibilidade".
Apesar da situação nada agradável, Glória confessa que se sente muito bem ao assistir um desfile bem feito. "Sou filha de alfaiate e passei grande parte da minha vida respirando moda. Aliás, posso dizer que existo por causa da costura. Fico satisfeita quando vejo um desfile bem feito, bem organizado e, principalmente, com uma boa proposta de coleção".
