HERÓIS PERFIL

Nome:Nilceu
Idade:Ah!
Cidade:Campinas-SP
Eu gosto:Da Vida
NickName: Nil
Signo:Câncer
E-mail:
nilceuprof@uol.
com.br

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Drowning-Back Street Boys

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RESPOSTA DE BROTHER  PROVOCA MAIS DISCUSSÕES NA SOCIEDADE

Pedro Bial perguntou a brother Daniel (10-01-2012),  se ele era favorável à cotas  para negros no BBB. Ele respondeu que sim, porque embaixo das peles humanas, independente, da etnia ,  há  sangue da mesma cor. Recebeu aplausos!

 

Um texto interessante sobre o caso:


Teoricamente a política de cotas representa um absurdo porque somos todos iguais. Não há distinção entre as pessoas por conta de cor, religião ou gênero. Essa é a idéia que sustenta a pérola que circula pela internet:

"Você é a favor de cotas para negros no BBB?", questionou Bial. "Acho que não tem cota para nada, embaixo da pele é sangue, é tudo vermelho"

Com esta frase, o Brasil conheceu mais um herói. E a internet conheceu seu mais novo chavão. Valeria lembrar que este rapaz não fala por toda a população negra desse país, segundo, quero dizer que todos os que aplaudiram não conhecem nada da história desse país, e pelo que circula na net, só ele é negro nesse grupo. O debate sobre a adoção de cotas para estudantes negros nos vestibulares para universidades públicas é necessário e não tem sido tratado como deveria ser tratado. E com essa frase aí do destaque do BBB, só tenho mais certeza de que a Mídia tenta nos afastar dos debates verdadeiramente importantes. Estatísticas comprovam a décadas que o racismo é no Brasil um fator importante na qualidade de vida das pessoas de pele escura. Ou em outras palavras, a cor da pele tem sido fator importante. Isso não é de agora, isso vem de longe. E mostra que a teoria que abriu essa postagem não se confirma na realidade. O racismo é fruto de uma sociedade construída a partir de um padrão europeu, que historicamente, menosprezou os outros elementos que estão na base de nossa sociedade: o índio e o negro e que por isso, acolheu como padrão de inteligência e beleza tudo o que mais aproxime do estilo europeu. Que isso tenha sua razão de ser no passado, até que se admite porém, em uma sociedade totalmente globalizada como a nossa, isso é um anacronismo cultural que interfere na forma de se ver as coisas. Um argumento comum é que as cotas são na verdade racistas porque trazem nas entrelinhas a afirmação de uma inferioridade do negro. Entretanto, fazer essa afirmação é negar o tempo de racismo que essa nação já vivenciou e que ainda vive. É fazer com que pareça que os próprios negros fossem os inventores do racismo. O racismo não é de hoje e por isso não pode ser tratado como fosse algo de agora. A política das cotas não é perfeita e comete alguns equívocos, mas os erros cometidos na implementação das cotas, são poucos se comparados a outras políticas sociais focalizadas, como o Bolsa família, cuja eficiência deve ser analisada com mais profundidade e não apenas como trampolim político. Em determinados lugares se une ao critério racial, o social, evitando assim que uma “elite negra da classe média” seja a grande beneficiada como muitos acharam que poderia acontecer. Alguns dirão que essa luta dos negros é plágio de movimento americano, só que isso seria a declaração de não se saber nada da história de resistência do povo negro brasileiro, nunca leu nada sobre os negros e negras que levantaram a voz em favor de seus direitos. Creio que antes de aplaudir ou divulgar, determinadas coisas que aparecem em programas de televisão, deveria se refletir um pouco mais sobre determinados assuntos levando em conta toda a sua profundidade.
 

 



- Editado por: Nilceu

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Novo filme de George Lucas é rejeitado por ter elenco negro
Mas george o bancou e será lançado

Mesmo com seu currículo, George Lucas disse que teve dificuldades em conseguir financiamento para seu novo filme, "Red tails", por causa do elenco primariamente negro. A declaração foi dada pelo criador das séries “Guerra nas estrelas” e “Indiana Jones”, em entrevista ao programa Daily Show.

"É por ser um filme com personagens negros. Não há nenhum papel principal para brancos nela. Mostrei para todos os distribuidores e me disseram não. Eles não sabem como vender esse filme", declarou.

Protagonizado por Cuba Godding Jr e Terrence Howard, "Red tails" conta a histíoria dos Tuskegee, o primeiro grupo de pilotos negros dos EUA, que lutou na Segunda Guerra Mundial. O filme é a estreia do também negro Anthony Hemingway na direção de um longa. Ele fez carreira na TV, com passagens por séries como "Fringe", "CSI", "Community", "True blood" e a aclamada "Treme".

“Red tails” custou a Lucas US$ 58 milhões, mais US$ 35 milhões para distribuição. A premiere aconteceu nesta terça-feira, em Nova York. O filme tem estreia prevista para o dia 20 de janeiro, nos EUA e Canadá.



- Editado por: Nilceu

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Ator diz estar 'enojado' com chefe que mandou negra alisar o cabelo

 

Quando o primeiro cabelo "black power" chegou por aqui, na cabeça de Tony Tornado, 81, logo foi evidente que era parte do movimento de afirmação racial dos negros. Nesta semana, 41 anos depois, o ator ficou "enjoado" ao saber que o penteado ainda causa preconceito.
 
Tony não queria acreditar quando leu, no Facebook, o caso da estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19.
 
Ela afirma ter sido alvo de racismo no colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin, zona sul de São Paulo, onde é estagiária.
 
Assim como Tony, Ester é negra. Seu cabelo é crespo, bate nos ombros. Ela preserva o volume natural dos cachos.
 
Segundo Ester, em seu primeiro dia de trabalho como assistente de marketing, no dia 1º de novembro, a diretora do colégio reclamou de uma flor presa em seu cabelo e pediu para deixá-los presos.
 
Dias depois, a diretora a teria chamado novamente para reclamar do cabelo.


Dessa vez, conta Ester, a mulher foi além: disse que compraria camisas mais longas para que a funcionária escondesse seus quadris.
 
"Como você pode representar nosso colégio com esse cabelo crespo?", indagou a diretora, segundo a jovem.
 
Ainda de acordo com a estagiária, a diretora contou que já teve cabelos crespos, mas os alisou para se adequar ao padrão de beleza exigido.
 
Foi a gota d'água para a estagiária procurar a polícia. Ester registrou um boletim de ocorrência na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância).
 
"A discriminação me afetou de tal forma que eu não consigo mais me olhar no espelho e mexer no meu cabelo. Ela [a diretora] mexeu com meu emocional. Estou triste e choro a todo instante", diz.
 
Para o professor de direito constitucional da Fundação Getulio Vargas (FGV), Oscar Vilhena Vieira, casos como o de Ester são flagrantes desrespeitos à Constituição.
 
Segundo ele, o caso pode gerar uma ação cível ou criminal. "Para isso, é preciso que fique demonstrada a intencionalidade da discriminação", explica.
 
Tony Tornado, 81, canta no festival "Black na Cena"; artista conta ter ficado "enojado" com a história de Ester
 
Para Tony, os 41 anos que se passaram desde que se tornou o primeiro a usar um "black power" não foram suficientes para acabar com o preconceito no país.
 
"Depois que vi a história, fiquei enjoado, pensando como pode acontecer uma coisa dessas em 2011."
 

OUTRO LADO


O colégio Internacional Anhembi Morumbi afirma, em nota, que a direção da escola e o restante da equipe de funcionários com a qual Ester trabalha nunca teve a intenção de causar qualquer constrangimento.
 
De acordo com a nota, o colégio possui um modelo de aprendizagem inclusivo, que abriga professores, estudantes e funcionários de várias origens e tradições religiosas.
 
O uso de uniformes por alunos e funcionários é exigido para que o foco da atenção saia da aparência. A instituição afirma que ainda não foi notificada oficialmente sobre o boletim de ocorrência registrado pela estagiária.
 
O colégio também afirma que entende que o respeito às diferenças é um assunto sério e, por isso, colocou formalmente esse tema em seu estatuto e na grade curricular.
 



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Justiça condena médica que fez ofensas racistas a pagar R$ 20 mil a funcionário da Gol

 

O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) condenou a médica Ana Flavia Pinto Silva a pagar indenização de R$ 20 mil a um funcionário da GOL. Ela foi condenada por danos morais, dois anos após ofender o trabalhador da companhia aérea ao tentar embarcar em um voo internacional.

 A decisão do TJ-SE foi publicada no Diário da Justiça de Sergipe nesta sexta-feira (16) e refaz a sentença da 10ª Vara Civil, que havia condenado a médica a pagar R$ 8.000 mais 20% de honorários. 

 Segundo testemunhas, em 2009, ela chegou 10 minutos antes do voo, após o encerramento do check in. Por não conseguir embarcar, ela fez ofensas racistas e chamou o funcionário de “cachorro” e “morto de fome”, sendo filmada por um passageiro presente no aeroporto de Aracaju (SE).

 Na nova sentença, os desembargadores alegam que as ofensas a Diego José Gonzaga dos Santos foram graves. “Que sirva de aviso à Recorrida [Ana Flavia] e à sociedade, como um todo, de que o nosso direito não tolera aquela conduta racista e danosa impunemente”, afirmou o relator do processo, desembargador Claúdio Dinart Deda Chagas.
 
O caso
 
Ana Flavia iria viajar em lua-de-mel para Buenos Aires (Argentina) na madrugada do dia 26 de outubro de 2009, mas chegou atrasada ao aeroporto. Segundo a ação, faltavam apenas 10 minutos para o avião decolar.

 Enfurecida, a médica sentou-se na esteira que transporta as malas do check in para o avião para tentar impedir o atendimento a novos passageiros e começou a agredir verbalmente um funcionário da companhia aérea.

 Toda confusão foi filmada pelo celular de um passageiro, e as imagens tiveram grande repercussão. No vídeo, Ana Flavia agride verbalmente o funcionário da companhia aérea chamando-o de “cachorro”, “nêgo (sic)” e “morto de fome” e ainda disse que ele não tinha dinheiro “nem para comprar feijão para comer”.  “Quem vai pagar minha passagem? Esse morto de fome, que não tem nem onde cair morto?”, disse, apontando para um funcionário da empresa.
 
 Ao assistir aos atendentes da Gol continuarem a fazer os check ins de outros passageiros, Ana Flavia continuou a agredir os integrantes da companhia aérea. “É um povo, bando de analfabeto, morto de fome, que não tem dinheiro nem para comprar feijão pra comer”, gritou.

 Ao ser retirada do local pelo marido, Ana Flavia ainda subiu no balcão de atendimento e jogou no chão o teclado do computador, que estava sendo usado por uma das atendentes da companhia aérea.
 
Outro lado
 
A reportagem do UOL Notícias entrou em contato com o escritório do advogado de Ana Flavia, Cristiano Pinheiro Barreto, durante esta sexta, mas ninguém atendeu as ligações. A reportagem também mandou um e-mail para o advogado para saber ser a cliente dele vai recorrer da decisão, mas até a publicação deste texto nenhuma resposta foi enviada.

 Na época da primeira condenação, a médica emitiu uma nota lamentando o episódio e pedindo desculpas aos funcionários da companhia e a Diego José Gonzaga dos Santos. Ana Flavia diz que se viu envolvida em uma “situação vexatória com funcionários da empresa Gol”. “O episódio foi fruto de um somatório de circunstâncias as quais me afetaram emocionalmente, induzindo-me a uma situação de extremo estresse”, explicou destacando que teria casado no dia anterior e que compareceu ao guichê da companhia para o check in “depois de uma noite atribulada em razão do estresse, ansiedade e desgaste físico relacionados às fases antes, durante e pós núpcias, principalmente naquela noite, contribuindo para a diminuição da tolerância aos já conhecidos tratamentos precários dispensados aos usuários do transporte aéreo”.

Segundo a médica, ela perdeu o controle da situação depois de tentativas pacíficas de embarcar, sem sucesso, “e até mesmo humilhantes de obter acesso ao voo, já que o avião continuava na pista e outros passageiros ainda estavam no saguão.”



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Mulher é presa por racismo após ser filmada xingando passageiros de trem
'Nenhum de vocês é a p... de um inglês', diz mulher com criança no colo.
Ela foi presa por racismo após vídeo ser visto mais de 350 mil vezes.

 

Link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=fdWFGFBdzAc

Uma mulher de 34 anos foi presa pela Polícia de Transportes Britânica após um vídeo em que aparece atacando minorias étnicas durante uma viagem de trem ter sido publicado no YouTube, segundo a BBC News.

No vídeo, publicado na rede social no domingo, a mulher é vista xingando vários passageiros por não serem britânicos.


Vídeo publicado no YouTube foi visto mais de 350 mil vezes em 48 horas (Foto: Reprodução)


“Nenhum de vocês é a p... de um inglês”, ela disse enquanto segurava uma criança no colo. “Voltem para a p... de seus próprios países... A Inglaterra não é mais nada agora, a Inglaterra está f…”

“Você não é inglês, você é negra”, ela grita a uma das passageiras que a confronta (clique para ver o vídeo, em inglês).

Em 48 horas, o vídeo foi visto mais de 350 mil vezes no YouTube. A polícia britânica prendeu a mulher sob a acusação de ofensa grave e racismo.

G1



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Marcha da Consciência Negra reúne 600 em São Paulo

A Marcha da Consciência Negra reuniu cerca de 600 pessoas em protesto na avenida Paulista, centro de São Paulo neste domingo, segundo a Polícia Militar.

A manifestação começou por volta das 10h00. No mesmo horário, um grupo manifestava no mesmo local contra maus-tratos a animais. Este segundo protesto reuniu cerca de cem pessoas, de acordo com a PM.

Manifestantes dos dois grupos chegaram a discutir pelo espaço dos protestos. De acordo com a polícia, não houve conflito e as manifestações são pacíficas.

Segundo a CET, por volta das 14h00, os manifestantes seguiam em direção ao centro da cidade, pela rua da Consolação e ocupavam duas faixas da via.

No dia da Consciência Negra, os manifestantes da marcha protestam contra o "genocídio da juventude negra". O feriado acontece no dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

Fonte: esta



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20 DE NOVEMBRO: DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

 

É de se admirar negativamente que em pleno ano de 2011,
consequentemente, século XXI , ainda falam em democracia literal.
O que se vê é o descaso político-educacional, referente ao
combate de estigmas, racismo, preconceitos, verdadeiros crimes que
cometem contra a etnia negra. Atingem crianças, jovens , adultos, a
sociedade; o mundo.

Passaram-se muitos anos desde a criação,
promulgação da Lei Áurea, (leia mais sobre a Princesa Isabel)
libertando todos os escravos (em 13-05-1888) e ainda temos que
conviver com este mal praticado e cultivado por
pessoas mesquinhas, isentas de intelectualidade sadia, ausentes
de amor ao próximo e a si mesmos. Julgam estar acima das leis de Deus.
Esquecem ou não querem lembrar que depois da morte de um humano,
o que restam são apenas vermes, terra com adubo humano ,
como diria Augusto dos Anjos, pré-modernista
brasileiro.

Muitos seres humanos não nasceram para amar,
respeitar, tampouco para receber amor e respeito. Elas
simplesmente surgiram ao mundo para cumprir o papel ridículo
e infame, que representa o oposto da
dignidade humana.
O negro é discriminado todos os dias: começa pelos
olhares “estranhos” , emenda com atos condenáveis
( faz-de-conta, ironias, puxação-de-tapetes, bullying,
maltratos nas creches, perseguições no trabalho,
julgamentos pela aparência, assédios, colocação em segundo plano
em relação a uma pessoa branca ; isso acontece
muito nas empresas, escolas que só aceitam
profissionais da cor oposta ao negro , pais que se souberem que o professor
é negro, mandam os filhos para outra escola ;
bares e restaurantes que só aceitam brancos e se surge
um "diferente", é desprezado; são apenas alguns exemplos ).
Por que as escolas particulares não contratam negros;
ou se algumas fazem o contrário, por que tão poucas ?
Conheço muitos competentíssimos !


Males contra os negros brotam daqueles que sequer se preocupam
em se reeducar, pesquisar, buscar fontes seguras, para quem
sabe se conscientizar de que o humano negro é tão importante
como quaisquer outros, de quaisquer  etnias.
Castro Alves lutou pela liberdade, trouxe
esperança, morreu cedo, mas deixou muitas lições, através
das suas obras. O “Navio negreiro” é uma
prova disso, pois o anseio de ser
livre urgiu muito antes da Lei salvadora “Áurea”.
O negro não deseja proteção, esmola,
caridade, espórtula, abrigo, resguardo, amparo, auxílio, favor,
preferência etc. O que ele quer são chances iguais, respeitar e ser respeitado,
Vencer por sabedoria. E nada de conchavos,
cambalachos, conluio, mancomunação, fingimento, tirania, obscuridade,
opressão. Será que é tão difícil isso?!


Parece que almejar honra, respeito, dignidade, igualdade entre
todos é utopia e a cada dia vivido fica patente que o assunto não é
prioritário por quem deveria ser e tem o poder para
colocá-lo em prática, principalmente no Brasil.
O que está sendo feito em prol da libertade negra
é pouco; falta vontade política para criar mais projetos
e desenvolvê-los , é necessário estabelecer ações que revitalizem o desejo
emergente de quem sofre na pele a discriminação racial, que é o cumprimento
de metas, prometido sempre que há uma grande
manifestação para que condenem arbitrariedades, quer
na escola, trabalho, bar, ruas, telenovelas, filmes etc.
Tomara que sejam criados mais espaços nas escolas! Que a
valorização profissional seja feita de
maneira límpida e por méritos, independentes
da cor de quem produziu a arte! Que o salário seja oferecido igualmente a todos: homem,
mulher, negro, índio ou branco. A importância está na
essência, e esta não tem cor, não tem raça.

O lado positivo deve ser destacado também, claro, em bem
menor escala, mas existe: os amigos, o tratamento em
alguns lugares, a admiração que vem de várias partes,
principalmente no trabalho , o respeito dos vizinhos, as
cotas para negros (há controvérsias, mas não deixa de ser algo
razoável), revistas enfocando a raça, programas de TV
(algumas novelas já não veem mais os negros como simples
escravos, chofer ou faxineiros); muitas músicas homenageiam a etnia,
o sucesso do estilo musical reggae , principalmente nos
Estados Unidos, os cortes de cabelo, trancinhas , produtos específicos,  imitados por
admiradores e vice e versa (prova de admiração de ambas as partes),
cidades com grande concentração de negros(Ouro Preto,
Bahia, por exemplo), a vitoria de Barack Obama etc. Há de chegar um dia
em que os discriminadores de
hoje, verão , viverão e sentirão na pele o reflexo do
que fizeram em prol da desigualdade.
Porque eu luto , de cabeça erguida e
tenho tanto orgulho de mim, que você ,
preconceituoso(a), nem imagina o quanto!

NILCEU



- Editado por: Nilceu

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Dilma diz que a face da pobreza no Brasil é 'negra e feminina'
Ela participa de encontro com dirigentes de América Latina, Caribe e África.
Presidente destacou importância do programa 'Brasil sem miséria'.


 


Em encontro internacional sobre afrodescendentes neste sábado (19), em Salvador, a presidente Dilma Rousseff disse que a pobreza no Brasil tem a face "negra" e "feminina". Ela participou do Encontro Iberoamericano de Alto Nível, com a participação de líderes da América Latina, Caribe e África.

“O combate à pobreza e a geração de empregos [...] são importantes fatores de inclusão social dos afrodescendentes até porque, no Brasil, a pobreza tem duas faces: negra e feminina e muitas vezes até infantil”.

Dilma disse que o objetivo de seu governo é “resgatar essas populações” e destacou o programa "Brasil sem miséria". O plano visa “superar a extrema pobreza” e retirar 16 milhões de brasileiros que vivem em situação de miséria.

“Nós temos o compromisso de buscá-los e retirá-los da pobreza. Não é mais as populações correndo atrás do Estado, é o Estado correndo atrás dos negros e negras do país, dos brancos e brancas e dos índios que vivem em estado de extrema pobreza”.


Dilma defende ‘relação cada vez mais forte' entre Brasil e ÁfricaDilma participa em Salvador de encontro sobre afrodescendentes

Em discurso no Palácio Rio Branco, na capital baiana, Dilma ressaltou a importância da América Latina e da África para a formação do que chamou de “biodiversidade cultural” brasileira.

“Nossa biodiversidade cultural talvez seja uma das maiores riquezas do Brasil e eu acho que nós, de fato, estamos aqui num encontro entre dois continentes, América Latina e Caribe de um lado e África de outro. Essa diversidade cultural nos une, nos define e nos enriquece”.

Ela afirmou que as mulheres negras são “duplamente reprimidas ao longo da história por seu gênero e sua raça” e, em tom de humor, disse que as políticas afirmativas do governo visam as mães de família, porque elas são “incapazes” de gastar benefícios como o Bolsa Família “no bar da esquina”.

“Sabemos, sem ter uma posição de detrimento aos nossos companheiros homens, que as mulheres são incapazes de receber os rendimentos e gastar no bar da esquina", disse.

G1



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Negro tem menos acesso a saúde pública e é mais discriminado

DA BBC BRASIL

Além de ter menos acesso a planos de saúde do que os brancos, os negros também sofrem uma "discriminação institucionalizada" nos serviços públicos brasileiros, diz o diretor do Fundo Baobá, Athayde Motta.

"De alguma forma, os serviços do Estado reproduzem o preconceito de parte da sociedade. Pesquisas mostram que, nos locais onde a maior parte da população é negra, o serviço tende a ser pior", diz Motta.

A tese defendida por Motta, que dirige a ONG que viabiliza projetos que promovam a equidade racial, já foi sentida na pele por Marcelo Antonio de Jesus, 36.

Educador em uma ONG em São Paulo, Jesus conta que "durante exames", já sentiu "que há o receio de alguns médicos de tocar o paciente, pelo fato de ser negro".

"Isso também ocorreu com familiares. No meu caso, em uma ocasião, fui a dois médicos diferentes. Um deles nem me examinou e deu o diagnóstico só a partir do que eu havia contado", disse.

Eliane Barbosa, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo que publicou um trabalho analisando políticas públicas que lidam com desigualdade no país, diz que parte dos médicos dão tratamento diferenciado a indivíduos brancos e negros, mas não apenas em serviço de saúde público como também no privado.

"Em alguns casos, os médicos consideram que as mulheres negras, por exemplo, são mais fortes que as brancas, que elas não precisam dos mesmos cuidados", diz a pesquisadora, que tem 40 anos e faz parte da parcela dos 15,2% dos negros que possuem plano de saúde no Brasil.

Segundo pesquisa do Instituto Data Popular, a proporção dos brancos com acesso plano de saúde é o dobro, ou 31,3%.

'RACISMO INCONSCIENTE'

Para Eliane, não se trata necessariamente de um "um preconceito racional" por parte dos profissionais de saúde. "Não quer dizer que eles querem discriminar alguém", diz.

"É uma questão de referência dos médicos, geralmente homens e mulheres brancas. É uma questão muito profunda, uma reprodução inconsciente de um comportamento (racista da sociedade)", diz.

Marcelo Antonio de Jesus, que é educador, defende que a questão seja abordada nos cursos de medicina do país.

"É necessária uma quebra de cultura. Boa parte dos estudantes de medicina vem de uma elite. É difícil que esses profissionais queiram depois atender na periferia. É até compreensível, porque eles vão encontrar uma realidade muito diferente da que vivem. Por isso a educação é importante", diz.

Eliane também acha que é preciso incluir a questão racial nas universidades. Ela lembra, ainda, que existem algumas doenças com maior incidência em determinados grupos, "como é o caso da pressão alta entre os negros", diz.

ASCENSÃO E DISCRIMINAÇÃO

A ascensão da classe C no Brasil permitiu um acesso maior de parte significativa da população negra brasileira a renda e consumo. Mas, segundo Athayde Mota, isso não significa que a discriminação racial diminuiu.

"A ascensão da classe C está transformando a vida dessa população em vários sentidos. Mas a discriminação racial continua a se manifestar, só que agora em outros locais. O preconceito aparece em restaurantes e locais que os negros não frequentavam", diz Motta.



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Glória Maria posa de biquíni pela primeira vez

 

Glória Maria posou pela primeira vez de biquíni para ilustrar um editorial sobre o Rio de Janeiro na Vogue Brasil que chega às bancas na próxima semana, é o que conta a coluna impressa  na revista ÉPOCA. “Não sei qual é o mistério, eu vivo na praia desde os 14 anos, e não é de burca. Em Saint-Tropez, sou até menos comportada”, diz.

Mistério mesmo são as pernas bem torneadas, a barriguinha negativa e a pele sem qualquer marca dos anos, cuja quantidade não revela nem sob tortura. “Como diz o Caetano Veloso, entrei num acordo com o tempo e até agora nenhuma das partes o descumpriu”.

A receita, diz ela, é a dieta à base de peixes e saladas, um jejum bianual de 10 dias à base de xarope e chá importados do Canadá e as 150 pílulas diárias, às quais se somaram sementes de chia trazidas recentemente do Deserto do Atacama, no Chile, nova febre entre as famosas do mundo todo. “Tiro as cápsulas e misturo o conteúdo na água”, conta.

“Se me acham bonita, acho que o segredo é o frescobol. Nunca pisei numa academia ou num consultório de cirurgia plástica. Não sei o que é spinning, esteira, botox ou preenchimento. Sou do tempo em que não existia photoshop, então fui treinada a caprichar na vida real. Meu corpo foi moldado a raquetada”, avisa. Quando pergunto que parte do corpo não lhe inspira tanto orgulho, a resposta é certeira: “Não vou me importar quando aparecerem rugas ou quando as coisas começarem a cair. A lei da gravidade faz parte do show. Mas mudaria meus músculos; não suporto ser musculosa. Queria ter braços de bailarina”.

Fonte: esta



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Comercial com Machado não é o primeiro a ignorar negros, diz liderança


A escolha de um ator branco para interpretar o escritor Machado de Assis em um comercial da Caixa Econômica Federal causou questionamentos por partes do movimento negro. "É um erro sempre cometido quando se trata de personagens negros", lamenta o coordenador nacional da União de Negros Pela Igualdade (Unegro), Jerônimo Silva Júnior. A propaganda foi retirada do ar pela Caixa nesta quarta-feira (21), depois de um pedido formal da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir).

Silva Júnior lembra que outras peças publicitárias e programas de TV já representaram como brancas algumas figuras históricas negras. O abolicionista André Rebouças surgiu na pele de um ator branco em material da Prefeitura do Rio de Janeiro. "Até Orfeu (da Conceição, personagem de Vinicius de Moraes) foi interpretado por branco em novela", lamenta.

- Isso se repete porque é a ideia da supremacia do homem branco. Há a tentativa de negar a presença do negro na formação da sociedade brasileira. A historia é contada pela classe dominante e enaltece aquilo que se assemelha a ela - avalia o ativista.

Para Silva Júnior, esse tipo de erro acontece sem que nem mesmo seja notado. "É a institucionalização do racismo". "O racismo se naturalizou a ponto de não percebermos um ato como esse como negação de nossa cultura".

O líder negro elogia, porém, a retratação do banco, que, em nota, pediu desculpas a toda a população e, em especial, aos movimentos ligados às causas raciais. "Admitir o erro é importante para propor uma solução ao problema", conclui.
Terra



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Caixa tira do ar propaganda com Machado de Assis "branco"

 

A Caixa Econômica Federal suspendeu nesta terça-feira a propaganda em comemoração aos 150 anos do banco que tinha como personagem o escritor brasileiro Machado de Assis. No vídeo, o escritor era interpretado por um ator branco - Machado de Assis era afrodescendente.O presidente do banco, Jorge Hereda, por meio de uma nota, pediu desculpas a toda a população e, em especial, aos movimentos ligados às causas raciais, por não ter caracterizado o escritor como sua origem.
"A Caixa reafirma que, nos seus 150 anos de existência, sempre buscou retratar, em suas peças publicitárias, toda a diversidade racial que caracteriza o nosso País. (...) A Caixa nasceu com a missão de ser o banco de todos, e jamais fez distinção entre pobres, ricos, brancos, negros, índios, homens, mulheres, jovens, idosos ou qualquer outra diferença social ou racial", afirmou o comunicado.

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir) entrou com um procedimento administrativo contra a campanha na terça-feira. Foram encaminhados pedidos de providências para a ouvidoria da Caixa, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e o Ministério Público Federal.

"Deve-se lamentar o episódio da campanha que traz Machado de Assis, um dos primeiros poupadores da Caixa, representado por um ator branco. Uma solução publicitária de todo inadequada por contribuir para a invisibilização dos afrobrasileiros, distorcendo evidências pessoais e coletivas relevantes para a compreensão da personalidade literária de Machado de Assis, de sua obra e seu contexto histórico."
Terra



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Miss Universo 2011 sofre racismo em site que ostenta suástica nazista
Angolana Leila Lopes foi xingada de 'macaca' e 'filha do King Kong' na web.
Negra que venceu em SP sofreu ofensa racista de adoradores de Adolf Hitler.


Trechos de mensagens racistas contra nova miss universo postadas por membros de site investigado por suspeita de ligações com grupos neonazistas Instantes após vencer o Miss Universo na noite desta segunda-feira (12), em São Paulo, a angolana Leila Lopes, de 25 anos, passou a receber ofensas racistas na internet pelo fato de ser negra. Mensagens em português e em inglês postadas num site internacional que se define nacionalista branco e possui adeptos do ditador nazista Adolf Hitler compararam a ganhadora do título de mais bela do mundo a uma "macaca". A brasileira Priscila Machado, 25 anos, que ficou em terceiro lugar, também sofreu insultos, sendo chamada de "crocodilo".

A miss Ucrânia Olesia Stefa, de 23 anos, segunda colocada no concurso, foi "garfada" na opinião de alguns dos participantes dos fóruns de discussão "Miss Universo 2011" e “Angolan negress crowned Miss Universe” (Angolana negra coroada Miss Universo, numa tradução livre do inglês para o português) do Stormfront (frente de tempestade).

“Angolana? Depois falam que não é resultado arranjado, é pura cota, podia por uma macaca para competir que ganharia também, foi totalmente aleatório mas tinha que ser uma das pretinhas, pela mor... Alguém assistiu essa porcaria? Serio?”, escreve um integrante da comunidade brasileira do site a respeito de Leila receber a coroa e a faixa. O autor do texto acima utiliza o símbolo da suástica nazista abaixo de um pseudônimo.

Outro membro escreveu em inglês “monkey in a dress? absolutely revolting” (macaco em um vestido? absolutamente revoltante) abaixo da foto de Leila.


O Stormfront já é investigado pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de ligações com grupos neonazistas que promovem ataques a negros, judeus, nordestinos e imigrantes no estado. De acordo com investigadores, os responsáveis pelas mensagens usam apelidos por medo. Caso sejam identificados, podem responder por crime de injúria racial. Mas para isso, é necessário que as vítimas prestem queixa numa delegacia.

Caso sejam considerados culpados, os donos dos comentários podem ser condenados a penas de reclusão de 1 a 3 anos. Como a punição é de menor potencial ofensivo, ela pode ser convertida em pagamentos de cestas básicas ou prestações de serviços comunitários.

 

'Filha do King Kong'


“Confesso que nem assisti, pois já imaginava o que viria a acontecer. Agora só falta Hollywood chamar a vencedora para fazer o papel da filha do King Kong”, afirma outro integrante na página do Stormfront sobre a nova miss Universo. Este diz morar em Santa Catarina.

Outro membro se mostra revoltado ao afirmar que a escolha de uma negra, na opinião dele, é uma ofensa às europeias. “Sabia que ia dar preta... como um Miss Universo no Brasil não escolheria uma preta? E olha que cara horrível, cabelo repulsivo, como conseguem escolher uma coisa dessas? Eu me indigno, não com os jurados, que são comprados para promover tais afrontas a cultura europeia, mas sim com as ovelhas que assistem isso e acham normal”, diz um participante que afirma morar no Rio Grande do Sul.

Sobre a brasileira Priscila Machado, um membro diz que ele se parece com um réptil. “Vou secar a brasileira e angolana. Mulambenta dos infernos. A brasileira parece um crocodilo sorrindo, e a angolana um poste de luz. HORRENDAS”

Outro stormfronter, como os membros do site se referem um a outro, alega que as mensagens postadas no site não são ofensivas e não incitam o preconceito. “Até porque não estamos pregando a intolerância/ódio, apenas nos divertindo com a situação. Sabíamos que ia acabar em várzea...”, diz um participante.

 

Reincidente


Alguns membros demonstrando que não sofrerão punição alguma fazem piada a respeito dos posts racistas e como eles seriam abordados pela imprensa. Essa não é a primeira vez que o Stormfront causa polêmica.

Na semana passada, o site, que usa a web para reunir grupos de intolerância, xingou as candidatas negras ao Miss Universo com palavras racistas. Oitenta e nove representantes de diferentes nacionalidades, ascendências e misturas raciais disputaram o título.

Também houve insultos às europeias, colocando em xeque o "grau de pureza" racial das garotas, levando-se em conta a opção religiosa delas. Havia outros questionamentos se elas são realmente brancas pelo fato de algumas não terem olhos azuis e cabelos loiros. Procurada, a assessoria de imprensa da organização do concurso não quis comentar o assunto na semana passada.

O G1 não conseguiu localizar a miss universo Leila Lopes nem as misses do Brasil e da Ucrânia para comentarem o assunto.

Em entrevista coletiva à imprensa, realizada na madrugada desta terça (13), Leila chegou a ser questionada sobre o preconceito racial. Em sua resposta, a miss Universo, que não foi indagada a respeito das mensagens ofensivas que sofreu no site Stormfront, afirmou: “acho que pessoas preconceituosas é que precisam procurar ajuda, porque não é normal, em pleno século 21, alguém ainda pensar dessa forma”.

Procurados pela equipe de reportagem, os organizadores do Miss Universo afirmaram que não iriam falar sobre os novos ataques racistas, dessa vez, contra Leila.

Em julho, a brasileira Silvia Novais, de 24 anos, eleita Miss Itália no Mundo 2011, já tinha sido vítima de racismo dos mesmos ‘nacionalistas’ do site contrários à escolha dela pelo fato de a modelo ser negra. O G1 publicou reportagens sobre o caso. Ela havia vencido o concurso na Europa como a mais bela descendente de italianos. Seu bisavô materno nasceu em Florença. Num dos insultos, ela foi xingada em inglês de "negra nojenta". Procurada, a miss lamentou as ofensas, mas não registrou queixa na polícia.


Os ataques racistas também foram feitos em inglês. Neste comentário, o autor escreve: 'macaco em um vestido?


Investigação


O Stormfront e seus membros são investigados há alguns anos pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), por suspeita de ser uma comunidade neonazista que recruta brasileiros. O grupo foi criado na internet nos Estados Unidos no início dos anos 1990 e arregimentou muitos paulistas. Segundo a polícia, para difundir a manutenção e expansão da raça branca, seus integrantes combinam ataques a negros, judeus, homossexuais, nordestinos e imigrantes ilegais.

Apesar de informar na sua página que a comunidade não é neonazista, racista, homofóbica e intolerante, há citações e fotos de oficiais de Hitler, suásticas e símbolos nazistas.

Stormfront


O G1 não conseguiu localizar os responsáveis pelo Stormfront para comentar o assunto. Eles não usam seus nomes verdadeiros e se escondem por trás de pseudônimos para não serem identificados, segundo a polícia. Também há um recado em inglês que informa os visitantes sobre o conteúdo que vão encontrar:
 



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São Paulo teve 68 denúncias de racismo  baseadas em lei estadual em um ano

Todas estão passando por investigação, mas ainda não houve punições

Desde que a lei estadual que prevê punição administrativa em casos de discriminação racial e étnica no Estado de São Paulo foi sancionada - em julho de 2010 – a Secretaria da Justiça registrou 68 denúncias, entre as quais 37 na capital paulista, 11 na região metropolitana e 20 no interior.
 
A discriminação racial já está prevista como crime na Constituição Federal de 1988 e no Código Penal, mas a Lei Estadual 14.187 amplia os canais de denúncia aos cidadãos, que podem se dirigir a qualquer posto do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) quando se sentirem discriminados. Algumas prefeituras também estão aptas a receber as denúncias.
 
O principal objetivo da lei é punir empresas e estabelecimentos que praticarem discriminação racial ou étnica. Do total de denúncias registradas, a maioria é contra a população negra, vítima de discriminação em diversos estabelecimentos comerciais, escolas, órgãos públicos e empresas. Mas pessoas físicas e funcionários públicos também podem sofrer sanções.
 
Todas as 68 denúncias estão passando por investigação, mas nenhuma foi concluída ainda. Segundo Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, a falta de informação sobre a lei tem dificultado o andamento dos processos.


R7



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Supermercado paga R$ 260 mil a criança alvo de racismo

Seguranças teriam desconfiado de furto e chamado menino de "negrinho sujo e fedido"

 

O garoto negro T., de 10 anos, que acusa seguranças do Hipermercado Extra da Penha, na zona leste de São Paulo, de tê-lo chamado de "negrinho sujo e fedido" e de ter sido obrigado a tirar a roupa, foi indenizado em R$ 260 mil pela empresa. Os seguranças suspeitavam de furto. A criança não havia levado nada.
 
O caso ocorreu em 13 de janeiro. Segundo depoimento da criança no 10.º Distrito Policial (Penha), ele foi abordado por três seguranças e levado para uma "sala reservada" com outros dois garotos, de 12 e 13 anos. Após as ofensas raciais, um segurança "japonês" (com feições orientais) o ameaçou com uma "faquinha de cabo azul", com um tubo de papelão - dizia que "era bom para bater" - e afirmou que ia "pegar um chicote".
 
O garoto foi obrigado a tirar a roupa e, só depois, os seguranças verificaram que T. levava nota fiscal de R$ 14,65, que comprovava a compra de dois pacotes de biscoito, dois pacotes de salgadinhos e um refrigerante. O documento foi anexado ao inquérito e é uma das principais provas contra os seguranças.
 
...Apesar da indenização, o Grupo Pão de Açúcar afirma "não reconhecer" as alegações. Segundo o texto do acordo, a indenização foi concedida "por mera liberalidade e sem qualquer assunção de culpa nas esferas cível ou criminal". Os seguranças envolvidos, segundo a empresa, foram demitidos. O Grupo Pão de Açúcar ainda afirmou que "repudia qualquer ato discriminatório, pauta suas ações no respeito aos direitos humanos e esclarece que o assunto foi resolvido entre as partes".
 
"A investigação criminal não pode parar. Nesse tipo de caso, as punições têm de ser exemplares. São crimes muito graves, que podem marcar a pessoa para a vida toda. Especialmente quando a vítima é uma criança", disse o presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Ivan Seixas, que acompanhou o caso.


R7



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