HERÓIS PERFIL

Nome:Nilceu
Idade:Ah!
Cidade:Campinas-SP
Eu gosto:Da Vida
NickName: Nil
Signo:Câncer
E-mail:
nilceuprof@uol.
com.br

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~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~. Música~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.


Drowning-Back Street Boys

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Polícia do Rio vai investigar caso de racismo contra a atriz Taís Araújo

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Taís Araújo recebe comentários racistas em página no Facebook
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro vai investigar a denúncia de racismo contra a atriz Taís Araújo. Na noite deste sábado (31), uma foto publicada em seu perfil no Facebook recebeu diversos comentários chamando-a de "macaca", "criola", "cabelo de esfregão", entre outras ofensas.
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Após tomar conhecimento do episódio, a polícia determinou que um inquérito seja instaurado na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio.
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Segundo o diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), Ronaldo Oliveira, a identidade dos autores —a maioria, portadores de perfis falsos— será investigada, e eles serão intimados a depor. A atriz também deve ser ouvida.
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Neste domingo (1°), ela fez um desabafo em sua página oficial: "É muito chato, em 2015, ainda ter que falar sobre isso, mas não podemos nos calar: na última noite, recebi uma série de ataques racistas na minha página. Absolutamente tudo está registrado e será enviado à polícia federal. E eu não vou apagar nenhum desses comentários."
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A Polícia Federal afirma que ainda não foi acionada.
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O episódio gerou comoção nas redes sociais, e a hashtag ‪#‎SomosTodosTaisAraujo‬ tornou-se uma das mais populares no Twitter. Após a polêmica, a maioria das postagens racistas foi apagada.
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Abaixo, o texto completo postado por Taís Araújo

===

"É muito chato, em 2015, ainda ter que falar sobre isso, mas não podemos nos calar: na última noite, recebi uma série de ataques racistas na minha página. Absolutamente tudo está registrado e será enviado à polícia federal. E eu não vou apagar nenhum desses comentários.
==
Faço questão que todos sintam o mesmo que senti: a vergonha de ainda ter gente covarde e pequena nesse país, além do sentimento de pena dessa gente tão pobre de espírito. Não vou me intimidar, tampouco abaixar a cabeça. Sigo o que sei fazer de melhor: trabalhar. Se a minha imagem ou a imagem da minha família te incomoda, o problema é exclusivamente seu!
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Por ironia do destino ou não, isso ocorreu no momento em que eu estava no palco do Teatro Faap com O Topo da Montanha, um texto sobre ninguém menos que Martin Luther King e que fala justamente sobre afeto, tolerância e igualdade. Aproveito pra convidar você, pequeno covarde, a ver e ouvir o que temos a dizer. Acho que você está mesmo precisando ouvir algumas coisinhas sobre amor.
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Agradeço aos milhares que vieram dar apoio, denunciaram comigo esses perfis e mostraram ao mundo que qualquer forma de preconceito é cafona e criminosa. E quero que esse episódio sirva de exemplo: sempre que você encontrar qualquer forma de discriminação, denuncie. Não se cale, mostre que você não tem vergonha de ser o que é e continue incomodando os covardes. Só assim vamos construir um Brasil mais civilizado.
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A minha única resposta pra isso é o amor!"
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ES

 

 

 

 

 



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Policial que matou adolescente negro nos EUA se demite da força.

 

30/11/2014 




Saída de Darren Wilson da polícia de Ferguson, em Missouri, se dá quase 4 meses depois de ele ter matado Michael Brown e dias após o anúncio de que ele não sofreria acusação criminal



O policial branco que matou a tiros um adolescente negro desarmado num subúrbio de St. Louis se demitiu da força, disse o seu advogado no sábado (29), enquanto ativistas iniciavam uma marcha de 193 km para protestar contra a morte e a decisão da Justiça de não indiciar o policial.


A saída de Darren Wilson da polícia de Ferguson, em Missouri, se dá quase quatro meses depois de ele ter matado Michael Brown e dias depois do anúncio de que ele não sofreria acusação criminal.


O incidente, que provoca meses de protestos, algumas vezes violentos, em Ferguson, reacendeu o debate sobre relações raciais e o uso da força policial nos Estados Unidos.


Neil Bruntrager, advogado de Wilson, confirmou que o policial havia apresentado a demissão, uma ação há muito prevista.Numa carta publicada em um jornal de St. Louis, Wilson declarou que foi lhe dito que a sua “permanência no emprego poderia colocar os moradores e os policiais de Ferguson em risco, uma situação que ele não poderia permitir”.


Wilson, que disse ter agido em defesa própria quando atirou em Brown, afirmou que queria esperar até a decisão judicial antes de tomar a decisão de se demitir, de acordo com a carta.


ES



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BEM-AVENTURADOS TODOS OS SERES HUMANOS CONSCIENTES E CURADOS, ETNIACAMENTE!

 

 

VINTE  DE NOVEMBRO: DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Que o perdão seja prorrogado, e com ele, o renascimento de outro ser,
no interior de cada um, para guiar e prevenir da iminente maldição, caso não enxergue, em breve, as impurezas contagiantes e os infortúnios inevitáveis.

O fingimento nunca esteve tão na moda, quanto na fase atual, em que
as senzalas, exalam, e a chibata ainda perdura, nas mãos e nas mentes
doentias dos coroneis, que insistem negar o quanto dependem dos negros e afins, para o sustento carnal, reforço espiritual e sucesso com os
seus pares nas empresas e nos lares.

Diante dos seus herdeiros, muitas vezes sustentados pelo leite das caboclas, das mucambas, das amas e das "gostosas"; daquelas que os machos fortes não dispensam, quando o corpo esfria, e necessitam aquecê-lo, tudo parece pleno e vidas absolutas. O lugar preferido deles, na calada da noite, já sabem, aliás, sempre souberam: não é ali, com a família dita real; e sim, na senzala, no colchão ou não, na cama de varas onde acaba, apenas de um lado a solidão.

Na luz do dia, o melhor é rever os amigos, arquitetar planos promíscuos, e saber se a quantidade de surras diárias promovidas estão completas.

Ainda sobram muitas sujeiras nos interiores das casas, então cheirosas e
perfumadas, donde saem os inquisitores, com destinos, para eles, banais. Esquecem de esquecer que as impurezas ficam, não saem
à toa, não desaparecem com o vento. As marcas tornam-se registros que os olhos não veem, estão ocultos; as sombras ensaiam desvendar mistérios, a sensação de uso está fora da casa, o prazer ficou do lado de fora, também.

As amas, em muitas ocasiões "pegam barriga"; eles, alguns, gostam; é sinal de virilidade; outros, querem o fim, é a vez dos chazinhos especiais e das simpatias malditas. O coronel mandão às vezes ordena: "Vem morar na casa grande!"; a dona dama, a sinhá, não se importa, claramente, porque o risco de ser espancada é grande, as comadres não podem saber, então, convém sofrer ao lado da mucamba, da "inimiga", enquanto o chefão sai à outra caça, e a madrugada não chega. É para isso que os negros servem, em vários lugares. Existem milhares de mentes perversas e comportamentos iguais.

A Casa grande é logo ali, e o conluio mora nela, os capitães logo chegam, os coroneis estão a caminho, e lá fora ficarão os jagunços. Os capitães do mato, estão ocupados, vigiando os escravos e perseguindo os simples. Tudo isso ocorre não só apenas em residências ou moradias, nas empresas com os chefes, mas também nas escolas, onde alguns diretores ou invenções encarnadas, perseguem os negros, formam "panelas" demonstram fraquezas e doenças insanas que só se curarão, quando a chibata revoltar-se contra os próprios inquisitores. Isso é hábito de certos animais irracionais; ou você nunca viu um cão, leão, tigre, ou felino, atacar e morder o próprio "dono"?

Os capitães do mato na vida política estão a todo vapor, cometem injustiças, agem de maneira sórdita, perseguem trabalhadores, rejeitam negros nas suas legendas, fingem estar ao lado de quem deseja apenas a justiça social; são contra o básico necessário para os cidadãos, cometem crimes porque são acobertados, fazem parcerias com instituições criminosas, compram e vendem almas em troca de benefícios, não admitem cotas para negros, porque entendem que estes não podem sair das senzalas e temem ser contagiados através da cor da pele alheia, confundem couro humano com o de algum outro ser etc.

Esperar generosidade da parte de quem não a tem, é perder tempo; desejar que a educação alinhada faça parte de quem é dotado de inveja, devido ao próprio anseio odioso, é deixar o amor-próprio evaporar-se.

Quem trabalha, e não depende de sangue de barata para aprender a voar, não se esquiva, não teme comportamentos bestiais, só porque o cargo é outro. Os incultos esquecem que tudo é passageiro, e a risada derradeira, ainda está a caminho.

Todas essas iniciativas mesquinhas e condenáveis, caem por terra, quando os inquisitores não resistem às grandes lições aprendidas com o tempo, como o que chega diretamente da senzala às mesas, o sabor escravo que tem, por exemplo a feijoada , as bebidas, e outros pratos e temperos que enriquecem os belos restaurantes, e ajudar esses infelizes inquisitores a permanecerem em pé. Tudo graças às invenções da mãe África, que é tão boa, que nunca negou o bem a quem quer que seja.

Em tempo: não precisa reconhecer, mas cabe o registro.

Sejamos conscientes, dotados de boas ideias na prática; e vamos à luta!

A lei no papel está exposta, na vida real, a única lei existente, para muitos, é a perversidade.

SALVE O DIA VINTE DE NOVEMBRO, salve o ano inteiro!


Prof. e Jornalista Nilceu Francisco

 




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Tribunal de Justiça do Rio tem a primeira desembargadora negra

 

 

Ivone Ferreira Caetano foi eleita na tarde desta segunda-feira (26).

 

Ela foi juíza titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio.


A juíza Ivone Ferreira Caetano foi eleita desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) no início da tarde desta segunda-feira (26), tornando-se a primeira negra a ocupar o cargo no estado e a segunda no Brasil. A primeira desembargadora negra do país foi a juíza Luizlinda Valois Santos, nomeada na Bahia, em 2011.


A cerimônia de posse da magistrada está marcada para as 17h30 desta segunda. Desde 2004, Ivone era juíza titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca do Rio de Janeiro.

O cargo de desembargador já foi ocupado por dois magistrados negros. Em 1998, o TJ-RJ elegeu Gilberto Fernandes. Doze anos depois, o promotor de Justiça Paulo Rangel do Nascimento foi o segundo negro a ocupar o cargo.


Carreira


Como juíza titular da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio de Janeiro, Ivone Ferreira Caetano atuou em vários casos de repercussão. Em uma decisão de maio de 2007, a magistrada concedeu permissão a um casal de lésbicas para integrar o Cadastro Nacional de Adoção (CNA) de crianças.


Em maio do ano passado, por determinação da juíza, comissários da 1ª Vara da Infância e da Juventude fizeram uma inspeção no Central de Recepção de Crianças e Adolescentes Taiguara, no Centro do Rio, onde menores relataram maus tratos, inclusive choques elétricos, dentro da unidade municipal.

Fonte: esta

 



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Após vencer Oscar, Lupita Nyong'o enfrenta o preconceito de Hollywood 

 


A atriz queniana Lupita Nyong'o, nascida no México quando os pais visitavam o país, brilhou muito no Oscar deste ano por sua beleza e pelo seu talento. A atriz deixou a premiação com a estatueta de melhor atriz coadjuvante por "12 Anos de Escravidão", que também levou o prêmio de melhor filme. Com um currículo invejável, a atriz deveria estar sendo disputada a tapas pelos executivos dos estúdios, mas segundo reportagem do site The Hollywood Reporter, não é isso que está acontecendo. A atriz enfrenta dificuldades por ser negra.


Após ganhar um Oscar, esperava-se que ela, antes do filme uma completa desconhecida, entrasse para a lista A de Hollywood, assim como aconteceu com Jennifer Lawrence, mas as coisas não são tão simples assim. Hollywood tem atores negros no alto escalão, como Eddie Murphy, Denzel Washington e Will Smith, mas não há nenhuma atriz negra com o status alcançado por Julia Roberts. Whoopi Goldberg chegou perto quando ganhou o Oscar de melhor atriz por "Ghost", mas apesar desse momento, ela não conseguiu se sustentar no topo.


Para complicar ainda mais as perspectivas de Noyong'o, ainda há o preconceito da indústria que costuma favorecer atrizes com a pele mais clara. "A Beyoncé seria quem ela é se ela não tivesse a cor que ela tem?", questinou o agente de talentos Tracy Christian. "Com a pele mais clara, mais pessoas podem olhar para sua imagem e se identificar. No caso da Lupita, eu acho que ela tem dois anos e meio, três. Se ela encontrar uma franquia, como 'Star Wars' e 'Identidade Bourne',  ou se for escalada por um diretor importante, ela brilhará".


Em uma entrevista para a revista "Essence", a atriz disse que quando era mais nova, rezou para ter uma pele mais clara. Ela via sua pele como um obstáculo a ser superado até que, inspirada pela modelo sudanesa Alek Wek, começou a se apreciar. "Eu espero que minha presença na tela leve outras meninas a admirarem sua própria beleza", disse ela.


O produtor executivo de "Dear White People", filme com um protagonista negro, disse à reportagem que espera que Hollywood deixe o preconceito para trás. "Encontrei com Lupita algumas vezes e o que mais me fascinou foi o seu intelecto. Nyong'o já está provando que é mais do que um rostinho bonito, com um tipo de inteligência atrai diretores de primeira linha", disse ela. "Todos gostariam de assinar com ela", disse um agente de grandes filmes sobre a impressão que ela deixou em Hollywood. Agora, ela deve estar tendo encontros com Spielberg e Scorsese. O que ela deve fazer é apenas trabalhar com grandes diretores". 

 

Fonte: esta




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Oscar 2014 escolhe "12 Anos de Escravidão" como melhor filme

03/03/2014 


 

"Gravidade" foi o campeão de prêmios enquanto "Trapaça", indicado a dez categorias, saiu de mãos vazias.

 

Uma das mais acirradas disputas pelo Oscar terminou bem morna neste domingo (2), em uma cerimônia sem surpresas e com apresentação mediana de Ellen DeGeneres. O drama "12 Anos de Escravidão" foi escolhido melhor filme, enquanto "Gravidade" foi o campeão de prêmios, com sete, incluindo direção para o mexicano Alfonso Cuarón, que se tornou o primeiro latino-americano a triunfar na categoria.


A divisão de troféus refletiu a dura competição que os filmes travaram durante meses. "12 Anos de Escravidão" chegou à noite do Oscar com leve vantagem, mas o fato de as premiações prévias não terem formado um consenso sobre quem era favorito indicava que qualquer um dos dois poderia sair vencedor.


"Trapaça", também considerado forte candidato, foi o grande perdedor da noite: não levou nenhuma das dez categorias a que estava indicado. Uma das possíveis vitórias do filme seria em atriz coadjuvante, mas Jennifer Lawrence perdeu para a estreante Lupita Nyong'o, em um dos outros dois prêmios de "12 anos de Escravidão", que também levou roteiro adaptado.


Com isso, as categorias de atuação ficaram dentro do esperado. Lupita comemorou muito a vitória e se emocionou no palco. "Espero que olhar para esta estatueta dourada possa lembrar a mim e a todas as crianças de que, independentemente de onde você vem, seus sonhos são válidos", afirmou.


Melhor ator coadjuvante por "Clube de Compras Dallas", Jared Leto fez um agradecimento emocionado à mãe e depois adotou tom político, citando pessoas que, como seu personagem, lutaram contra a aids; aqueles que são injustiçados "por quem são ou por quem amam"; e até os "sonhadores" de Ucrânia e Venezuela. "Enquanto vocês lutam para que seus sonhos aconteçam, estamos pensando em vocês esta noite."


O mesmo filme deu o Oscar de melhor ator para Matthew McConaughey, coroando a virada na carreira de um artista que deixou as comédias românticas de lado para privilegiar bons papéis em dramas independentes. No discurso, ele ofereceu o prêmio para mãe, os filhos e a mulher, a modelo brasileira Camila Alves.


Maior barbada da noite, Cate Blanchett recebeu o prêmio de melhor atriz por "Blue Jasmine" e agradeceu nominalmente a cada uma das indicadas, além do diretor Woody Allen, cujo nome provocou um aplauso visivelmente constrangido da plateia, possivelmente por causa das acusações de abuso sexual, que Allen negou.


Blanchett também falou sobre o fato de "Blue Jasmine" ser um filme centrado em uma mulher, algo raro em Hollywood. "Filmes com mulheres não são um nicho. As pessoas querem vê-los e eles dão dinheiro", afirmou. "O mundo é redondo, pessoal."


Cuarón agradeceu a equipe de "Gravidade", um filme que, segundo ele, foi uma experiência transformadora. Além de direção, o longa faturou os prêmios de edição, fotografia, trilha sonora, edição de som, mixagem de som e efeitos visuais.


Produtor de "12 Anos de Escravidão", Brad Pitt subiu ao palco para agradecer o Oscar de melhor filme, o primeiro de sua carreira. O diretor Steve McQueen dedicou a estatueta a quem foi ou ainda é escravo. "Todos merecemos viver, não apenas sobreviver."


O excelente "A Grande Beleza" deu à Itália seu 14º Oscar de filme estrangeiro. Ao microfone, o diretor Paolo Sorrentino fez um divertido discurso no qual citou os cineastas Federico Fellini, Martin Scorsese e até o ex-jogador de futebol Diego Maradona.


"Frozen - Uma Aventura Congelante" levou o Oscar de filme de animação, enquanto "A Um Passo do Estrelato" ganhou documentário.



A cerimônia




Diante de concorrentes de qualidade, o Oscar não cometeu nenhuma injustiça imperdoável. Mas o saldo geral da cerimônia, como programa de televisão, foi bem pouco satisfatório.


O tema da noite, "heróis em Hollywood", resultou em algumas montagens, mas pareceu vago e não colou. Por outro lado, a Academia acertou em reduzir os números musicais, excessivos no ano passado, às canções indicadas, um tributo a "O Mágico de Oz" comandado pela cantora Pink e uma apresentação de Bette Midler.



Ela cantou logo depois do tradicional segmento "In Memoriam", dedicado a lembrar os artistas que morreram desde a última cerimônia do Oscar. O vídeo fez menção ao cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, morto no início de fevereiro, assim como aos atores Paul Walker, James Gandolfini e Philip Seymour Hoffman, entre outros.



Antes de apresentar um prêmio, Billy Cristal aproveitou para lembrar do amigo Harold Ramis, ator, roteirista e diretor que atuou em "Os Caça-Fantasmas" e morreu há uma semana.


No comando da cerimônia, DeGeneres repetiu a fórmula que usou há sete anos, quando apresentou o Oscar pela primeira vez: fez piadas leves, geralmente autodepreciativas e investiu na interação com os artistas, passando mais tempo na plateia do que no palco.



Em uma piada que durou tempo demais, a comediante fez vaquinha para pedir pizza, que entregou aos convidados enquanto Pitt ia atrás, distribuindo pratinhos. Em seu melhor momento, DeGeneres tirou uma "selfie" com vários artistas - Meryl Streep, Julia Roberts e Bradley Cooper, entre outros - para tentar ser recordista de "retweets".


Antes mesmo de o Oscar terminar, ela conseguiu bater as 779 mil replicações de uma foto do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, até então o detentor do recorde. A imagem, postada na noite de sua reeleição, em 2012, mostra o líder abraçando a mulher, Michelle.


O sucesso no Twitter talvez ajude a redimir a falta de sal da cerimônia do Oscar, que tinha cara de imprevisível, mas acabou tediosa.



Veja todos os ganhadores do Oscar 2014:



Filme: "12 Anos de Escravidão"

Diretor: Alfonso Cuarón, "Gravidade"

Atriz: Cate Blanchett, "Blue Jasmine"

Ator: Matthew McConaughey, "Clube de Compras Dallas"

Atriz coadjuvante: Lupita Nyong'o, "12 Anos de Escravidão"

Ator coadjuvante: Jared Leto, "Clube de Compras Dallas"

Roteiro original: "Ela"

Roteiro adaptado: "12 Anos de Escravidão"

Documentário: "A Um Passo do Estrelato"

Filme estrangeiro: "A Grande Beleza"

Animação: "Frozen - Uma Aventura Congelante"

Edição: "Gravidade"

Fotografia: "Gravidade"

Direção de arte: "O Grande Gatsby"

Figurino: "O Grande Gatsby"

Maquiagem: "Clube de Compras Dallas"

Trilha sonora: "Gravidade"

Canção original: "Let It Go" - "Frozen"

Edição de som: "Gravidade"

Mixagem de som: "Gravidade"

Efeitos visuais: "Gravidade"

Curta-metragem: "Helium"

Curta-metragem - animação: "Mr. Hublot"

Curta-metragem - documentário: "The Lady in Number 6"

 

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/2014-03-03/em-noite-

morna-e-previsivel-oscar-2014-premia-12-anos-de-escravidao.html

 

 



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Fechado com o Tinga


A CBF se manifestou através do Twitter para apoiar o volante Tinga, do Cruzeiro, vítima de cânticos racistas por parte da torcida do Real Garcilaso, na última quarta-feira, pela Taça Libertadores, no Peru.

Além de publicar uma imagem com o escudo em preto e branco, a entidade pediu um mundo “sem racismo, preconceito e desrespeito”, além de utilizar as hashtags #SomosIguais e #FechadoComOTinga.


 



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Rapaz preso a poste diz à polícia ter sido atacado por 30 homens

Menor de idade prestou depoimento em DP e voltou para abrigo da prefeitura


O rapaz de 15 anos que foi preso pelo pescocço com uma trava de bicicleta em um poste no aterro do Flamengo, zona sul do Rio, afirmou ter sido atacado por cerca de 30 homens que estavam em 15 motos. Os agressores, segundo o menor de idade, não usavam capuz. Ele se disse capaz de reconhecê-los.  

As informações foram relatadas por ele à Polícia Civil em depoimento na 9ª DP (Catete) na noite de quarta-feira (5). Um representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social acompanhou o depoimento.  

O jovem se encontra hoje em um abrigo da prefeitura. O local não foi revelado a fim de preservar a segurança do jovem. O rapaz procurou o abrigo no sábado passado (1º) após ter fugido do Hospital Souza Aguiar, no centro, para onde havia sido levado para tratar dos ferimentos.  

À assistente social, o rapaz contou que seguia, com outros três menores de idade, para Copacabana quando foi atacado no aterro. Um deles conseguiu fugir. Os outros dois apanharam e escaparam.  

Segundo ele, os agressores eram "marombados" e seriam frequentadores de uma academia ao ar livre da região. Na sessão de agressões, os meninos foram atacados com capacetes, rasteiras e joelhadas. O rapaz disse que foi acusado pelo grupo de ter roubado bicicletas no aterro.  

Ao jovem, foram apresentadas pela Polícia Civil fotos de 14 suspeitos de pertencerem ao grupo chamado Justiceiros do Flamengo — detidos nesta semana, os maiores de idade foram autuados e deixaram a delegacia após pagamento de fiança. Nenhum deles foi reconhecido pela vítima.  

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social, o jovem já cumpriu medida sócio-educativa por furto e agressão, por ter brigado dentro de um abrigo. Não há mandado de apreensão contra ele, segundo a pasta. A secretaria trabalha agora para convencê-lo a permanecer na rede acolhedora. Ele está sendo acompanhado por médicos e psicólogos.

ES



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Fiéis se escalam para tocar Cristo Negro


Procissão católica nas Filipinas é considerada uma das maiores do mundo


Acredita-se que Cristo Negro tenha poderes miraculosos



A passagem da imagem do Cristo Negro durante uma procissão anual causou comoção em Manila, nas Filipinas, nesta quinta-feira. 

 

O evento religioso reuniu um mar de milhares de centenas de devotos, que participam da ação descalços. Alguns chegaram a escalar outros fiéis para conseguirem tocar na imagem.

 

Essa é considerada uma das maiores procissões católicas do mundo em honra a uma imagem do Cristo Negro, que os fiéis acreditam que tenha poderes miraculosos.


ES



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Justiça de SP condena shopping a indenizar músico negro barrado

Músico cubano afirma que foi levado a local remoto e interrogado.
Shopping Cidade Jardim ainda não se manifestou. 


A Justiça de São Paulo condenou o Shopping Cidade Jardim, localizado na Zona Oeste, a pagar indenização de R$ 6,7 mil ao músico cubano Pedro Damian Bandera Izquierdo como indenização por danos morais.  Bandera diz ter sido vítima de racismo ao ser abordado por seguranças do shopping em agosto de 2010, no momento em que entrava no centro de compras para fazer um show. Procurada neste sábado, a assessoria do  shopping não atendeu aos telefonemas e nem retornou e-mail.

"Gostei muito da decisão. A gente vê situações de discriminação o tempo inteiro e muitas vezes as pessoas terminam não fazendo nada. Acho que o fato de que existe essa discriminação é um alerta", afirmou. "Sou músico, preparado intelectual e fisicamente. O dinheiro é totalmente simbólico. O que vale é a condenação", afirmou. 

Bandera diz que entrava no shopping pelo mesmo lugar que outros músicos da banda, brancos, também entraram, mas só ele, negro, foi abordado, levado para uma área remota e submetido a uma bateria de perguntas antes da chegada da polícia.

"Alegaram que era por causa dos instrumentos, mas eu estava sem instrumentos. Senti hostilidade mesmo. Não foi como 'por favor, nos acompanhe'. Me senti atropelado, violentado, foi por causa da minha cor", afirmou.

Ele conta que enquanto respondia aos questionamentos, cercado por seguranças, ele ouviu um dos seguranças dizer no rádio: "Estão suspeitando do indivíduo porque ele alega que vem fazer um show, está sem instrumentos e de táxi." Mais do que as palavras, o que incomodou o músico foi o gestual, a postura do segurança.

Bandera disse que no dia seguinte entrou em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) so shopping, que não tomou providências. "Não tive outra opção a não ser recorrer à Justiça", afirmou. O processo criminal foi arquivado diante da dificuldade de localizar o segurança envolvido no episódio. Além do processo cível que o músico venceu em primeira instância, há outro processo administrativo na Secretaria Estadual de Justiça que prevê multa e até lacração do estebelecimento.

ES

 



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Justiça de SP condena shopping a indenizar músico negro barrado

Músico cubano afirma que foi levado a local remoto e interrogado.
Shopping Cidade Jardim ainda não se manifestou. 


A Justiça de São Paulo condenou o Shopping Cidade Jardim, localizado na Zona Oeste, a pagar indenização de R$ 6,7 mil ao músico cubano Pedro Damian Bandera Izquierdo como indenização por danos morais.  Bandera diz ter sido vítima de racismo ao ser abordado por seguranças do shopping em agosto de 2010, no momento em que entrava no centro de compras para fazer um show. Procurada neste sábado, a assessoria do  shopping não atendeu aos telefonemas e nem retornou e-mail.

"Gostei muito da decisão. A gente vê situações de discriminação o tempo inteiro e muitas vezes as pessoas terminam não fazendo nada. Acho que o fato de que existe essa discriminação é um alerta", afirmou. "Sou músico, preparado intelectual e fisicamente. O dinheiro é totalmente simbólico. O que vale é a condenação", afirmou. 

Bandera diz que entrava no shopping pelo mesmo lugar que outros músicos da banda, brancos, também entraram, mas só ele, negro, foi abordado, levado para uma área remota e submetido a uma bateria de perguntas antes da chegada da polícia.

"Alegaram que era por causa dos instrumentos, mas eu estava sem instrumentos. Senti hostilidade mesmo. Não foi como 'por favor, nos acompanhe'. Me senti atropelado, violentado, foi por causa da minha cor", afirmou.

Ele conta que enquanto respondia aos questionamentos, cercado por seguranças, ele ouviu um dos seguranças dizer no rádio: "Estão suspeitando do indivíduo porque ele alega que vem fazer um show, está sem instrumentos e de táxi." Mais do que as palavras, o que incomodou o músico foi o gestual, a postura do segurança.

Bandera disse que no dia seguinte entrou em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) so shopping, que não tomou providências. "Não tive outra opção a não ser recorrer à Justiça", afirmou. O processo criminal foi arquivado diante da dificuldade de localizar o segurança envolvido no episódio. Além do processo cível que o músico venceu em primeira instância, há outro processo administrativo na Secretaria Estadual de Justiça que prevê multa e até lacração do estebelecimento.

ES

 



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Morre aos 95 anos Nelson Mandela, ícone antiapartheid da África do Sul

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05/12/2013 

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Primeiro presidente negro sul-africano era símbolo da resistência contra o regime de segregação racial. Mandela morreu em decorrência de uma infecção pulmonar


O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu nesta quinta-feira (5), aos 95 anos, em sua casa, em Johanesburgo, anunciou o presidente do país Jacob Zuma. "A nação perdeu seu maior filho", disse em pronunciamento. O admirado líder sul-africano que se tornou símbolo da resistência negra e da luta contra o apartheid (regime de segregação racial) havia sido internado no dia 8 de junho em um hospital de Pretória para tratar uma recorrente infecção no pulmão, mas continuou o tratamento em casa a partir de setembro. 


“Madiba”, apelido pelo qual é conhecido na África do Sul, era particularmente vulnerável a problemas respiratórios desde que contraiu tuberculose durante os 27 anos em que ficou preso sob o apartheid. Em 2001, ele se recuperou de um câncer de próstata.


Em meses recentes, o ícone da luta antiapartheid foi internado várias vezes, tendo recebido a última alta médica em 6 de abril, depois que os médicos drenaram fluidos de sua região pulmonar após diagnosticarem pneumonia.


Afastado da vida pública desde 2004, sua última aparição pública ocorreu em julho de 2010, durante a final da Copa do Mundo em Johanesburgo. Em julho de 2011, ele se mudou para uma casa em Qunu, lugar onde passou sua juventude, acompanhado de uma equipe médica.


Mesmo longe da política e apesar da aparência cada vez mais frágil, Mandela continuou sendo uma figura importante para os sul-africanos, muitos dos quais consideravam o carismático líder uma representação do chefe de Estado ideal.


Filho do chefe de uma tribo conhecida como thembu, Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em 19 de julho de 1918, no território de Transkei, em Cabo Oriental. Estudou em escolas metodistas e em 1942 formou-se advogado pela Universidade da África do Sul.


Dois anos depois, ao lado dos amigos Oliver Tambo e Walter Sisulo, fundou a Liga Jovem do Congresso Nacional Africano (CNA), partido criado em 1912 para lutar pelos direitos políticos dos negros na África do Sul.


Em 1948, o Partido Nacional, rival do CNA, chegou ao poder e colocou em vigor o regime de separação racial conhecido como apartheid. Quatro anos mais tarde, Mandela tornou-se vice-presidente do CNA defendendo a resistência pacífica ao apartheid.


Mas depois que um grupo de manifestantes foi massacrado em Sharpeville, em 1960, ele dirigiu uma campanha de desafio ao governo sul-africano e suas políticas. Um ano depois, Mandela foi um dos fundadores do braço armado do CNA.


A campanha contra o governo foi executada por meio de ampla desobediência civil e sabotagem à economia do país. Como resultado, o CNA foi banido e Mandela foi preso. Em 1964, foi sentenciado à prisão perpétua por sabotagem.



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Relembre a trajetória de Nelson Mandela

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Durante o julgamento, uma declaração de Mandela entrou para a história como seu testemunho político: “Estimo o ideal de uma sociedade livre e democrática, na qual todas as pessoas convivam em harmonia e com oportunidades iguais. Esse é um ideal ao qual pretendo dedicar minha vida e que pretendo alcançar. No entanto, se for preciso, esse é um ideal pelo qual estou disposto a morrer.”



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Vida pessoal tumultuada

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A dedicação à causa representou obstáculos para a vida pessoal de Mandela. “Quando sua vida é uma batalha, como a minha foi, resta pouco espaço para a família”, escreveu, em autobiografia publicada em 1995. “Esse sempre foi o meu maior arrependimento.”


A primeira das três mulheres de Mandela, Evelyn Ntoko Mase, deu um ultimato ao marido em 1955: escolher ela ou o partido. O líder escolheu a política e, no mesmo ano, o casal encerrou um relacionamento de mais de uma década.


"Não podia desistir da luta, e ela queria que minha devoção fosse apenas a ela e à família", escreveu Mandela na obra "Longo Caminho para a Liberdade". "Nunca deixei de admirá-la, mas não conseguimos fazer nosso casamento dar certo."


No mesmo livro, o ex-presidente assume ter sido um pai "distante". Foi Evelyn quem criou os quatro filhos, dos quais apenas Makaziwe, nascida em 1953, está viva. Seu nome é em homenagem a uma irmã que morreu aos nove meses, em 1947. Mandela e Evelyn também perderam os filhos Madiba Thenberkile, que morreu em um acidente de carro em 1969, aos 25 anos, e Makgatho, que morreu de aids em 2005, aos 55 anos. Evelyn morreu em 2004, aos 82 anos.



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Da prisão à presidência

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Mandela se casou pela segunda vez em 1958, com Winifred Nomzamo Zanyiwe Madikizela. Winnie, como ficou conhecida, é ativista pelos direitos dos negros e também membro do CNA, tendo ocupado diferentes cargos no partido.


O casal teve duas filhas: Zenani, nascida no mesmo ano do casamento, e Zindziswa (Zindzi), que tinha apenas 18 meses quando seu pai foi preso, em 5 de agosto de 1962.


Foram 27 anos encarcerado na ilha Robben, na Cidade do Cabo, durante os quais, segundo Mandela, “Winnie foi um indispensável pilar de apoio e conforto". Foi de mãos dadas com a mulher que o líder deixou a prisão, em 11 de fevereiro de 1990.


A libertação foi concedida pelo presidente Frederick Willem de Klerk, que legalizou o CNA e com quem Mandela negociou a transição da África do Sul para a democracia.


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Disputa por Mandela transforma seu legado em troféu na África do Sul

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Durante esse período, o líder enfrentou problemas em seu casamento, pois a postura de Winnie em relação à minoria branca que dominou o país durante o apartheid era menos conciliatória que a do marido. Além disso, ela foi acusada de infidelidade e de ter encomendado sequestros e assassinatos durante a luta contra o apartheid.


O anúncio da separação foi feito em 1992, apenas dois anos depois de o líder ter voltado à liberdade. Mandela alegou "motivos pessoais" e o crescimento das divergências entre os dois em "inúmeras questões".


Em 1993, Mandela e o presidente De Klerk receberam o prêmio Nobel da Paz pelas negociações multipardiárias. No mesmo ano a África do Sul realizou as primeiras eleições abertas a todos os cidadãos, que elegeram Mandela como o primeiro presidente negro do país.


Como chefe de Estado, ele usou seu carisma e prestígio para evitar um confronto aberto entre negros e brancos, criando a Comissão de Verdade e Reconciliação, órgão encarregado de investigar os crimes cometidos pelos dois lados durante a luta travada em torno do apartheid.


Lá, a verdade foi obtida através de uma solução simples: os agentes públicos que participaram das violações aos direitos humanos só escapariam dos tribunais se aceitassem contar a verdade, sem omitir nem deturpar os fatos. A comissão esclareceu os episódios relevantes do período do arbítrio, cicatrizou feridas e o país seguiu em frente.


Mandela não buscou a reeleição e deixou o poder em 1999, quando Thabo Mbeki foi eleito seu sucessor. Ao se afastar da vida pública, em junho de 2004, pouco antes de seu 86º aniversário, disse a seus compatriotas: “Não me chamem. Eu chamarei vocês.”



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Graça Machel

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Desde então, Mandela levava uma vida tranquila em Johanesburgo ao lado da terceira mulher, a moçambicana Graça Machel, 65 anos. Ex-ministra de Educação e Cultura de seu país, ela é uma respeitada ativista pelos direitos de mulheres e crianças.


Graça também é viúva de Samora Machel, ex-presidente de Moçambique, morto em um acidente de avião em 1986.



Mandela e Graça assumiram o relacionamento em 1996 e se casaram dois anos depois, no dia em que o sul-africano completou 80 anos. Desde então, a moçambicana passou a acompanhar o líder em suas viagens humanitárias e se tornou sua grande companheira.


Em uma entrevista ao jornal "The Washington Post", Machel disse que era "muito fácil" amar Mandela. "A parte mais maravilhosa da nossa história é o fato de termos passado por experiências dolorosas, para então nos conhecermos", afirmou.


Em novembro de 2010, Graça recebeu uma homenagem da Universidade de São Paulo (USP), em nome do marido. O líder, que já não fazia viagens internacionais, foi reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa, maior homenagem concedida a alguém que não fez carreira na USP.


Em seu discurso de agradecimento, Graça disse “thank you very much” imitando a voz grossa do marido. Depois da brincadeira, afirmou estar emocionada e garantiu que Mandela receberia o título com “grande honra” por causa da participação das universidades na formação dos jovens.


“A lei da natureza implica que ele poderá não apenas se retirar da vida pública, mas também deixar este mundo”, afirmou, em seu discurso. “Seu maior desejo é sentir que as instituições e a juventude, em particular do Hemisfério Sul, continuarão as lutas justas e criarão um mundo de igualdade para todos.”

 

Fonte: esta



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Brasileiro sofre agressão racista e sai de campo chorando
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TOMARA QUE O BÉTIS SEJA REBAIXADO E SUMA DO MAPA!

Paulão, zagueiro do espanhol Betis, é vaiado por sua própria torcida, que imita um macaco, e sai de campo aos prantos
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25/11/2013
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Após sair do campo chorando, Paulão seguiu inconsolável no banco de reservas
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Na última rodada do campeonato espanhol, neste domingo, o Sevilla goleou o Betis por 4 x 0. Logo no primeiro tempo, o zagueiro brasileiro Paulão, do Betis, tomou o segundo cartão amarelo e acabou expulso. A torcida de seu próprio time começou a hostilizá-lo com sinais obscenos e imitando um macaco, em grupo. O atleta saiu de campo chorando e, no banco de reservas, seguiu chorando, até ir embora para o vestiário. Confira no vídeo no pé deste texto.

O Betis, a federação espanhola de futebol e a Fifa ainda não se manifestaram sobre o caso. O clube divulgou em seu site uma declaração de Paulão na qual o assunto não é sequer tratado, ele apenas pede desculpas à torcida pela expulsão: "Quero me desculpar com os torcedores e com os meus companheiros de equipe, porque eu acho que sou responsável por tudo o que aconteceu. Eu esqueci que tinha um cartão e o meu desejo era de ganhar o jogo. Estamos destruídos e o responsável sou eu.”

Após o resultado, o Sevilla firmou-se na oitava colocação do campeonato, e o Betis segue na lanterna, com 9 pontos.

Antes de ir para a Europa, Paulão havia jogado no Gama, no América-MG e no Atlético-MG.

Abaixo, o vídeo da expulsão e da reação da torcida e do jogador.


http://www.youtube.com/watch?v=G-tggvU5MIQ



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CONSCIÊNCIA QUE DEVERIA VALER POR 365 DIAS. DEVERIA!


É impressionante como alguns cidadãos veem o Dia 20 de novembro,  apenas como  mais um do ano. Atropelam etnias, transbordam rancores, desrespeitam os seus ancestrais, camuflam mesquinharias e alimentam preconceitos. Muitos chefes de Estados também agem dessa maneira torpe, infelizmente. Será que não se consideram brasileiros ou moradores no Brasil?

Meditar sobre a Data não é questão de idolatria, tampouco de radicalidade ou propagação do bem-querer para um lado, em detrimento de outros; é o momento de enterrar mentalidades escravagistas. É chegada a hora de entender, de uma vez por várias, que o Vinte de novembro, significa muito mais que um dia ou lembrança de uma data, de um fato, de sofrimentos etc. Não é só falar sobre a Data, assim como na Páscoa, não é apenas para saborear ovos. Meditação que deveria  ser estendida durante os 365 dias do ano, através da consciência natural, trabalhos escolares, atividades nos campos de trabalho, nos templos religiosos  etc.

O Dia  de novembro expressa, ou deveria expressar a fase de inserção do negro na sociedade, que homenageia Zumbi  dos Palmares, que reivindica igualdade no tratamento e respeito, que faz lembrar com orgulho da luta que os escravos travaram contra o regime escravagista. O líder foi e continua sendo o Zumbi; o popular herói da resistência. Lembre-se que negros foram trazidos da África por volta de 1530. Durante mais de 350 anos, a maior parte do trabalho no Brasil foi realizada por essa mão-de-obra escrava. Além de sustentar a economia, ajudaram a enriquecer a nossa cultura. Hoje, os afro-brasileiros representam mais que a metade da população; e sua influência está presente na música, na dança, na língua, na culinária, no folclore etc.

Parte do povo brasileiro é naturalmente acolhedora, ao mesmo tempo em que uma outra se sente acima de todos, porque julgam e nunca são julgados; e em nome da cor da pele, se sentem melhores, mais preparados, bastante aceitos pela sociedade, cultivadores e modelos de bons comportamentos para muitos. Sabem que multidões compactuam com suas reações reacionárias regadas de ambições usurpadoras, deslumbrantes e irresponsáveis. Usurpadores, sim, porque muitos endinheirados, só os são, porque nos tempos antepassados, tomaram conta de terras que não eram deles, foram passadas para suas próprias gerações. São "ricos", por um lado, graças aos desvios antigos, em nome da justiça sem lei. Por outro, são pobres, porque nada conquistaram por talento ou merecimento ou competência; e sim, através de roubos e opressões.

Outro tipo de opressão bem atual começa nos estados e nas cidades em que governadores e prefeitos com mentalidades escravagistas, antibrasil, simplesmente cancelam leis, passam por cima do clamor popular, em nome da
ganância e dos compromissos capitalistas, que servirão de escape para eles, em torno de campanhas eleitoreiras. Preferem o comércio  aberto e faturamentos, do que o investimento na educação local. Mesmo sabendo que é a partir dela, que os verdadeiros indivíduos farão parte de uma população que prosperá  e não daquela que retrocederá. Para esses políticos, boas aulas sobre cidadania não seria mal, uma vez que não sabem que o dinheiro
nem sempre pode comprar o pensamento humano e crítico. Ah, pode ser que estejam pensando em evitar pagar horas  extras, que trabalhassem no feriado.

Engana-se quem imagina que a escravidão acabou em 1888; está redondamente desinformado os que confundem fuga com o vocábulo covardia ( a fuga dos  escravos para os quilombos); continuam de "olhos fechados" todos aqueles que desacreditam da riqueza antiga que se faz presente em todos os lares até hoje, e vai  continuar por muito tempo, talvez até o infinito!

O racismo ainda é a forma mais clara de discriminação no Brasil, basta verificar o cargo ou função de cada funcionário nos estabelecimentos comerciais, por exemplo. Aproveite e veja também qual é a etnia dos donos das escolas particulares, observe o número de atores nas novelas e suas designações, note a etnia de cada criança que é adotada, faça mais um esforcinho e procure nos partidos políticos em quais os negros  são aceitos, e se existe algum eleito em um ou em outro partido, quantos.

É momento de repensar certos conceitos, de mudar alguns pontos de vista, de lutar para conquistar, de compartilhar ao invés de difamar, de aprender, ao invés de oprimir, durante os 365 dias do ano, e não apenas em uma Data.

SALVE  OS 365 DIAS DE COSNCIÊNCIA!


Prof. Nilceu



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Alagoano herdou culinária, danças e costumes dos africanos

 

 

A influência dos hábitos alimentares, da dança, linguagem e outras tradições provenientes das matrizes africanas estão presentes no cotidiano dos alagoanos, independente da posição que ocupam na pirâmide socioeconômica e cultural.

 

Muita gente desconhece, por ignorância ou preconceito, que a população, não importando a cor da pele e descendência, herdou muito da cultura negra, a exemplo do movimento do corpo por meio do pagode, forró, axé e samba; o ninar do bebê; a culinária e até a linguagem, uma vez que não adota a forma imperativa da língua portuguesa e opta pelo vocabulário mais direto e menos formal.

A opinião é do professor de história do Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac) e pesquisador do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros (Neab), Zezito de Araújo. De acordo com ele, o modo de fazer a comida dos alagoanos, nordestinos e brasileiros sofreu forte influência da alimentação dos africanos. “Vale diferenciar a comida votiva (oferecida em rituais às entidades espirituais) da preparada nas cozinhas para a degustação da família. A primeira não usa certos condimentos para não prejudicar determinadas entidades”, distinguiu Zezito.

De acordo com ele, o inhame, a galinha, a pipoca, o óleo dendê e outros itens da culinária alagoana são bastante utilizados nas práticas religiosas dos terreiros, mas preparados com tempero e motivo diferentes. “Uma coisa é fazer o prato para a residência e outra é usá-lo com outros condimentos que têm significado simbólico para os adeptos dos rituais afros”, afirmou o professor, lembrando que saber as diferenças e semelhanças entre a culinária negra e a sua repercussão na alimentação do alagoano contribui para a quebra de tabus e práticas preconceituosas.

“É importante saber que esta alimentação, a exemplo do inhame, faz parte do ritual de qualquer religião e, no caso da matriz africana, cada entidade espiritual recebe uma alimentação e ritual específicos. “O inhame é uma raiz presente no continente africano que foi usada nos rituais religiosos e incorporada na culinária dos alagoanos”, explicou Zezito. Uma observação interessante que o estudioso no assunto faz é que, nos ritos sagrados, os pais e mães de santo não utilizam o sal no preparo dos alimentos ofertados aos deuses, substituindo-o por ervas.

A dança é outro elemento que os negros trouxeram e que reflete na forma como os alagoanos movimentam os corpos, a exemplo do forró, axé, pagode e samba. “Vale ressaltar que estes ritmos não são coisas de baiano como muitos acreditam, mas se devem à herança africana. Nos rituais dos terreiros, cada entidade recebe um tipo de dança”, diz Zezito de Araújo, ressaltando que a dança europeia não mexe os quadris como as de matrizes africanas. Segundo ele, a capoeira é uma dança de origem negra que ficou de fora das atividades clássicas como o balé.

O alagoano também herdou dos africanos a forma dengosa e carinhosa de tratar os filhos, a exemplo das expressões adotadas como cafuné, dengo e até o jeito de ninar e carregar os bebês no colo. “A mãe negra deixou de criar e mimar seu filho para cuidar e amar o do branco. A ama de leite deixou de amamentar seu bebê para amamentar os filhos dos brancos. Muita gente não percebe a rica construção cultural que os africanos nos legaram”, destacou.

Exposição – O pesquisador do Neab e professor de História, Zezito de Araújo, destaca que, no período de 16 a 19 deste mês, a Faculdade de Educação e Comunicação (Fecom) exibe, das 8h às 22h, de segunda à sexta-feira, fotografias da exposição intitulada Mãos Negras. O objetivo é levar ao público certas formas de produção intelectual das populações afrobrasileiras. Segundo ele, os negros são mostrados no período colonial e imperial como trabalhadores braçais e não como produtores de conhecimento.

“Eles não trabalharam apenas na cana de açúcar, mineração e café, mas na construção da arquitetura, artes religiosas, engenharia, no processo de industrialização do açúcar e até na exploração do ouro da fase bruta à transformação em pedra preciosa”, enfatizou o professor.

Fonte: Alagoas em Tempo Real



- Editado por: Nilceu

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